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Boa Tarde! Hoje é Quinta, 29 de Janeiro de 2015

De acordo com a gerente de fauna e analista ambiental do Ipaam somente no Amazonas cerca de 40 animais estão ameaçados de extinção.


Alerta: confira lista de animais ‘mais’ ameaçados de extinção na AmazôniaMANAUS - A floresta amazônica, característica mais marcante da Amazônia, abriga inúmeros animais e ao mesmo tempo, serve de refúgio para espécies ameaçadas de extinção. De acordo com a gerente de fauna do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e analista ambiental, Sônia Canto, somente no Amazonas cerca de 40 animais estão ameaçados de extinção.

Destruição de habitat, desmatamento, caça ilegal e tráfico de animais são apontados pela especialista em fauna amazônica como os principais fatores que levam, anualmente, novas espécies à lista de animais ameaçados de extinção. Sônia ressaltou que o costume de manter animais silvestres em ambiente doméstico também colabora para o status de ameaçados de extinção. “Na Amazônia culturalmente se tem araras, papagaios, capivaras e até peixes-bois de estimação. São os chamados xerimbabos”, afirmou.

No Dia Mundial do Meio Ambiente, o portalamazonia.com apresenta as 10 espécies mais ameaçadas na Amazônia, segundo a Gerência de Fauna do Ipaam. A lista, conforme informou Sônia Canto, é elaborada em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), após reuniões anuais com pesquisadores que estudam as populações. De acordo com resultados de pesquisas, espécies ganham ou perdem o status de ameaçadas.

1. Peixe-boi (Trichechus inunguis)

Historicamente o mamífero aquático é alvo da caça predatória. Nas décadas de 1930 a 1950, era grande o interesse comercial pela carne, gordura e couro resistente do animal. Estima-se que a matança de peixes-bois, durante esse período, propiciou o extermínio de 200 mil exemplares do animal, segundo a publicação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Ciência Para Todos, de junho de 2011. Hoje, o animal continua ameaçado pela preciosidade da carne e couro para produção de mixira, iguaria produzida com a carne de peixe-boi frita na própria gordura do animal. O prato ainda pode ser encontrado de maneira clandestina em mercados populares do interior, de acordo com a Gerência de Fauna do Ipaam.

2. Onça-pintada (Panthera onca)

A ameaça ao maior felino das Américas – que ultrapassa 2 metros de comprimento e pode pesar mais de 150 quilos – são as caçadas e perda do território. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), as onças são alvos de caçadas desde o início da colonização, seja em caça recreativa, para abastecer o comércio de peles e, mais recentemente, em função de ataques a rebanhos bovinos, gerando prejuízo aos criadores.

3. Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla Linnaeus)

A diminuição do habitat de tamanduás, através do desmatamento, resultou na entrada da espécie para a lista de animais ameaçados em extinção. Os Tamanduás-bandeira são mamíferos que que atingem até 2 metros de comprimento, podem pesar até 50 quilos e se alimentam de cupins e formigas, de acordo com a analista ambiental.

4. Uacari-branco (Cacajao calvus calvus)

O Uacari Branco é um primata capturado e traficado para ser utilizado em testes de vacinas e fármacos, de acordo com a gerente de fauna do Ipaam. Além do tráfico, o macaco costuma ser utilizado como animal de estimação, além de sofrer com a perda de habitat ocasionada pelo desmatamento.

5. Sauim-de-coleira (Saguinus bicolor bicolor)

A grande ameaça ao Sauim-de-coleira é o crescimento desordenado das cidades. Mesmo com a diminuição do habitat do animal, é possível encontrar grupos de sauins em fragmentos florestais em áreas urbanas, embora a vida na cidade aumente a incidência de atropelamentos dos animais.

6. Ariranha (Pteronura brasiliensis)

Assim como aconteceu com peixes-bois, antigamente a pele da ariranha era cobiçada para a confecção de vestuário. A caça predatória diminuiu a população de ariranhas ao longo dos anos. “Hoje, a poluição de rios e nascentes afeta a alimentação e reprodução da espécie”, afirmou a analista ambiental do Ipaam.

7. Ararajuba (Guaruba guarouba)

As pequenas aves que vivem em grupos de até 30 indivíduos são capturadas para servirem de animais domésticos. A plumagem, amarelo-dourada, se torna um atrativo que incentiva a busca por Ararajubas em mercado clandestino. Porém, pela fragilidade do animal, o tráfico geralmente resulta na morte do pássaro antes que cheguem ao destino final.

8. Macaco-aranha (Ateles Belzebuth E. Geoffroy)

Como todos os primatas ameaçados de extinção, o Macaco-Aranha é alvo do tráfico de animais e costuma ser utilizado para testes de medicamentos. O animal, que vivem em grupos socias, também é usado como xerimbabo, animal de estimação por comunidades no interior do Amazonas.

9. Gato-maracajá (Leopardus wiedii)

A redução de habitat e caça desordenada rendeu ao Gato-maracajá a condição de ameaçado de extinção. O animal de pequeno porte, cauda longa e olhos protuberantes é caçado para comercialização de sua pele. O gato-maracajá vive na florestas tropicais, mais especificamente, na América Central e na América do Sul. Esse animal pertence a família da felidae. No Brasil, ele pode ser encontrado com mais frequência na Floresta Amazônica.

10. Macaco-de-cheiro (Saimiri Vanzolini Ayres)

O tráfico de Macacos-de-cheiro para serem domesticados é a causa da ameaça de extinção do animal. “Por ser de pequeno porte e relativamente dócil, o macaco-de-cheiro é o primata que é encontrado nas residências. As famílias costumam achar o primata adequado para ser criado em casa”, afirmou a gerente da fauna do Ipaam.

Para coibir as ações de posse ilegal de animais selvagens, solicitar resgate ou fazer devoluções voluntárias de animais o Ipaam oferece os telefones 2123-6715 / 2123-6729 / 2123-6774. A pena por crimes ambientais é detenção de seis meses a um ano, além de multa de R$ 500 a R$5 mil, podendo ser agravada com a morte do animal. A multa é gerada a cada exemplar ou fração de animal apreendida.

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