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Aeroporto de Boca do Acre sem estrutura e operação há mais de 10 anos

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aeroporto boca do acre
Prédio principal do aeroporto de Boca do Acre ainda exibe as cores do mandato da ex-prefeita Dorinha - Foto: Agostinho Alves

O Aeroporto Municipal Gilberto Mestrinho, inaugurado na década de 70 e reinaugurado em 2002, que já foi um dos grandes e essenciais modais de transporte entre Boca do Acre e o Brasil, hoje amarga uma situação de abandono e saudosismo dos tempos áureos, quando duas companhias aéreas, no início dos anos 2000 não davam vazão à quantidade de passageiros que tinham semanalmente.

Situado no km 16 da BR-317, o aeroporto hoje só recebe voos de pequeno porte e esporadicamente aviões fretados, principalmente por políticos do estado do Amazonas.

Pedro Menezes, cuidador do aeroporto há mais de 30 anos, passa a maior parte do tempo solitário, às vezes deitado em uma rede em baixo das árvores, que de tanto tempo sem a poda, exibem copas frondosas e ‘descabeladas’.

Essa solidão contrasta com o movimento intenso e lucrativo na frente do prédio do aeroporto. De acordo com Menezes, os táxis lotavam o estacionamento, esperando passageiros que desembarcavam durante seis dias por semana. De acordo com Pedro, por semana, mais de 300 passageiros passavam pelo aeroporto de Boca do Acre, entre os que desembarcavam e pegavam os voos para Manaus.

Hoje essa realidade é bem diferente e o número não passa de 100 embarques e desembarques mensalmente.

Hoje seria melhor

Sobre a demanda de hoje, Pedro Menezes tem certeza de que talvez a procura por voos fosse bem maior do que há 13 anos, tendo em vista o aumento populacional.

De segunda à sábado tinham voos das empresas Tavaj e Rico. Sem contar os outros voos de Pauini nos táxis aéreos. Hoje o bocacrense, quando quer viajar para Manaus, paga uma das passagens mais caras do Brasil, tendo em vista que o aeroporto disponível fica na capital acriana, e para chegar lá, o passageiro paga o valor da passagem, mais o transporte de táxi.

“Decadência”, por Aguimar Noronha

Sobre a falta de voos regulares em Boca do Acre, o historiador Aguimar Noronha escreveu uma coluna sobre a decadência do transporte aéreo no município. Aguimar faz um relato histórico sobre o primeiro aeroporto de Boca do Acre, localizado na terra firme, onde hoje é aldeia Camicuã, que foi iniciada em 1952.

“Com a chegada da Segunda Guerra Mundial a empresa Condor – de propriedade alemã, do qual prestava serviços nessa região, foi nacionalizada pelo governo brasileiro. Como os governos dos países aliados precisavam desesperadamente de grandes estoques de borracha para atender as demandas de suas máquinas de guerra. A PANAN passou a ocupar a linha, tanto no transporte de passageiros quanto de cargas. A PANAN era o suporte rápido da Ruber Resev Company, no transporte de mercadorias e pessoal no município de Boca do Acre”, descreve Noronha.

Aguimar lembra que em 1977, os voos da Cruzeiro, nova empresa que começou a operar em Boca do Acre passaram a usar a pista de rodagem, próxima do Platô do Piquiá. Para suas aterrissagens, as empresas de táxi aéreo da época era o “Céu Azul”, do comandante Brígido, a Pua – Purus Aéreo Táxi e a Tavaj Linhas Aéreas.

Nessa época a Comara construiu a pista onde hoje é o aeroporto de Boca do Acre, no km 15 da BR-317. “Esse novo aeroporto atendeu inúmeras aeronaves mono ou bi motores, os aviões da Taba – Transportes Aéreos da Bacia Amazônia, no transporte de passageiros. A seguir após certo período sem a atuação de grandes empresas, a Tavaj e a Rico, empresas com rotas regulares em toda a Amazônia, também atenderam os usuários bocacrenses a partir de 1994”, conta Noronha.

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