MPF denuncia ex-governador José Melo e pede oito anos de prisão na Maus Caminhos

Avaliação do Usuário

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

A esposa dele, Edilene Oliveira, e cinco ex-secretários também foram denunciados pelo esquema que desviou mais de R$ 110 milhões da Saúde no AM


Suspeitos de desviar recursos superiores a R$ 110 milhões da Saúde do Amazonas, o ex-governador José Melo, a ex-primeira-dama Edilene Oliveira e cinco ex-secretários foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) na manhã desta terça-feira (6), pelo crime de organização criminosa no Estado, com pena de até oito anos de prisão.

Além de Melo e Edilene, também são alvos da ação o irmão do ex-governador, Evandro Melo, que foi secretário de Administração e Gestão; o ex-chefe da Casa Civil Raul Zaidan, os ex-secretários de Saúde Pedro Elias e Wilson Alecrim; o ex-secretário executivo de Saúde, José Duarte, e duas ex-servidoras da Susam, Ana Cláudia Gomes e Keytiane Evangelista, que foi secretária adjunta executiva do Fundo Estadual de Saúde (FES).

Cabe agora a 4ª Vara da Justiça Federal do Amazonas, onde o processo tramita, analisar e informar se recebe ou não a denúncia, que é um resultado das operações Custo Político e Estado de Emergência, deflagrada pela Polícia Federal, MPF, Controladoria-Geral da União e Receita Federal como desdobramentos da Operação Maus Caminhos, deflagrada em setembro de 2016 – e que teve como principal alvo o médico e empresário Mouhamad Moustafa.

A denúncia do MPF contém 162 páginas, e segundo o órgão, explica de que maneira funcionava o núcleo político do grupo criminoso, formado por Melo e seus ex-secretários. Conforme apuração do MPF, durante a gestão do ex-governador, os agentes públicos denunciados foram beneficiados com propina e outras vantagens, sob a coordenação de Mouhamad Moustafa.

Pagamentos ilícitos

Conforme o procurador da República Alexandre Jabur, que fez a denúncia da Maus Caminhos à Justiça, o ex-governador recebia pagamentos ilícitos no esquema através do irmão, Evandro Melo, e dos ex-secretários. “Temos a certeza de que grande quantidade do que era pago ao Evandro Melo ia para José Melo. Em nenhum momento Melo buscou trocar esses secretários, que eram essenciais para a sobrevivência do esquema. Melo não se expunha em muitos dos atos, mas tinha os irmãos e outros secretários para fazê-lo”, explicou o procurador da República.

“Evandro Melo é uma peça chave nesse núcleo. Ele era o grande articulador da gestão. Os contatos dele com Mouhamad eram extremamente frequentes. Em troca, ele dava acesso de Mouhamad ao governador. Um desses benefícios foi dado ao blog do Pávulo para divulgar notícias positivas sobre o governo a pedido de Evandro Melo”, finalizou Jabur.

Curta nossa página no Facebook

Designed by ABCMIX Joomla Site Designer - 2015