Ex-coronel Hidelbrando Pascoal, deve ir a júri popular por assassinato no Sul do Piauí

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Mais de 20 anos depois, o ex-deputado federal Hildebrando Pascoal, acusado de liderar um grupo de extermínio que atuou no Acre durante a década de 1990, deve ir a julgamento também no Piauí. Conhecido como “assassino da motosserra”, ele é acusado de ser o autor intelectual da morte de José Hugo Alves Júnior, conhecido como Huguinho. O crime ocorreu em janeiro de 1997, na região de Parnaguá (a 900 km de Teresina).

A juíza da Vara Única de Parnaguá, Rita de Cássia da Silva, solicitou a inclusão na pauta do Tribunal do Júri Popular, mas ainda não há data prevista para acontecer.

Ainda em 2012, o juiz de Corrente, Washington Luiz Gonçalves Correia, fez uma audiência com supostos envolvidos no crime. Em 2014, Hildebrando foi ouvido por carta precatória sobre o crime, no Acre, enquanto estava preso, mas preferiu silenciar às perguntas do juiz. Além do ex-deputado, foi ouvido também o ex-policial Raimundo Alves de Oliveira, mais conhecido como “Raimundinho”, acusado de envolvimento no mesmo crime.

O processo foi encaminhado à Parnaguá, depois que a Vara Única foi criada. Atualmente com 66 anos, Hildebrando Pascoal teve progressão da pena e está em regime semiaberto dos crimes que cometeu no Acre, onde foi comandante geral da Polícia Militar.

Preso desde 1999 e condenado a mais de 100 anos de prisão por crimes como homicídio, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, teve a progressão ao regime semiaberto mantida pela Justiça do Acre e cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica desde janeiro do ano passado.

O advogado de defesa de Hildebrando Pascoal, Luís Augusto Correia Lima de Oliveira, informou que o acusado está com a saúde debilitada e ainda não sabe se ele poderá se fazer presente no júri.

“Ele nega o crime e está muito debilitado. Mas, temos três vias para este júri: a primeira é dele se fazer presente para prestar satisfação ao Poder Judiciário, a segunda é dele ser julgado sem sua presença e a terceira é a apresentação de recursos que possam suspender o júri. Como o comunicado é recente ainda vamos analisar a questão”, declarou o advogado Luís Augusto Correia Lima.

Entenda o caso

Huguinho é acusado de ter matado o subtenente Itamar Pascoal, irmão de Hildebrando, com um tiro no ouvido, após discussão num posto de gasolina, no dia 30 de junho de 1996. Agilson Firmino dos Santos, o Baiano, teria ajudado Huguinho a fugir.

Hildebrando Pascoal, com auxílio do primo Aureliano Pascoal, então comandante da Polícia Militar do Acre, mobilizou a corporação para vingar a morte do subtenente. De acordo com a denúncia do Ministério do Piauí, Huguinho foi localizado e sequestrado por Hildebrando, em janeiro de 1997, na fazenda Itapoã, em Parnaguá. De lá, foi levado para o município de Formosa do Rio Preto (BA), onde foi torturado e assinado, sem chances de defesa e com requintes de crueldade.

Pascoal havia distribuído no Acre cartazes de “procura-se” com a fotografia de Mordido em que oferecia R$ 50 mil em dinheiro por informações que o levassem ao assassino de seu irmão.

Pela morte de Baiano, assassinado com uma motosserra, Hildebrando foi condenado a 18 anos, ainda em 2009.

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