Trabalhadores em Educação aderem ao movimento estadual e paralisam atividades em Boca do Acre

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FOTO: AGOSTINHO ALVES

Mais de 150 profissionais da educação da rede estadual de ensino se mobilizaram na manhã desta terça-feira (13), na Praça Assem Mustafa para aderir ao movimento estadual organizado pela Asprom/Sindical, que cobra do governo as garantias legais para a classe.

A mesma paralisação ocorreu em grande parte dos municípios do interior do estado, além da capital, que aderiu em massa.

Por conta da ação dos trabalhadores em Educação, a quase totalidade das escolas estaduais não tiveram um dia letivo, apesar de terem aberto as portas, com a presença dos gestores e pessoal administrativo.

Antes da carreata pelas principais ruas e avenidas de Boca do Acre, os professores ouviram discursos dos pares, que falavam da importância do ato, como demonstração de união e luta por um só objetivo.

Professora Andrécia foi direta. “No Amazonas, dinheiro tem, e muito, o que está faltando são políticos que representem a classe, que respeitem os profissionais da educação. Não somos qualquer um, fazemos parte de uma classe que é capaz de mobilizar a sociedade inteira”, disse.

A educadora lembrou que o professor é a base da sociedade. “Fazemos parte de uma profissão que, se não existisse, não existiriam outras. Chega de blá, blá, blá”, falou.

O professor José de Souza, que ministra a disciplina de Biologia na escola Antônio José Bernardo Vasconcelos, disse que não existia ilegalidade no ato porque não há greve, mas apenas uma paralisação para chamar atenção, demonstrando que a classe está insatisfeita com a administração do estado, pois os professores estão há quatro anos sem ter aumento, sem ao menos ter a correção dos ganhos pela inflação.

O professor disse que recebeu informações de colegas que estão sob ameaças, que partem de dentro das escolas, no intuito de impedir que os professores façam a adesão ao movimento.

Irineu Canafiste, representante do Sinteam em Boca do Acre, participou do movimento e disse que não deixaria a classe sem seu apoio. Irineu criticou o Governo do Amazonas, dizendo que a gestão estadual deveria pelo menos ter a consideração de dar a data-base aos trabalhadores em Educação, o que há quatro anos não acontece.

Depois das falas, os presentes saíram em carreata pela cidade.

Os trabalhadores em Educação cobram cumprimento da data-base e a reposição das perdas salariais, reajuste do valor do sodexo, abono do Fundeb e progressão vertical.

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