Ufam firma parceria com Harvard e traz primeiro curso de pesquisa clínica ao Norte

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As aulas, todas em inglês, tiveram início no dia 29 de março e acontecem sempre às quintas-feiras. O aluno receberá um certificado no final do curso

Uma parceria entre as universidades Federal do Amazonas (Ufam) e a conceituada Harvard trouxe, para Manaus, o primeiro curso de pesquisa clínica da Região Norte. Voltado para profissionais da área de saúde interessados em realizar pesquisas científicas ou que estão em cursos de pós-graduação e desejam trabalhar ou coordenam pesquisas, o acordo de coordenação técnica é responsável por tornar o Programa de Pós-Graduação em Imunologia Básica e Aplicada da Ufam (PPGIBA) um Centro de Pesquisa Clínica do curso da Harvard “Principle and Practice of Clinical Research” (PPCR).

As aulas, todas em inglês, tiveram início no dia 29 de março e acontecem sempre às quintas-feiras, das 17 às 20h, na sala da Gerência Multidisciplinar de Telessaúde da UFAM-GMTS da própria Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas, na rua Afonso Pena, 1053, Praça 14 de Janeiro, Zona Sul, por teleconferência ao vivo, encerrando o calendário em novembro de 2018.

Ao final, o aluno recebe um certificado com o título de especialista em pesquisa clínica pela Universidade de Harvard.

A parceria Ufam/Harvard vai até 2020 e com possibilidade de renovação, disse o neurocirurgião Róbson Amorim, coordenador do curso de pesquisa clínica e professor livre docente pela Universidade de São Paulo (USP).

O curso tem cinco módulos, nos quais são abordados os desenhos dos estudos de pesquisa clínica, fatores relacionados à parte de bioestatística e de como delinear um projeto até sua execução e publicação do artigo cientígico. Os participantes serão habilitados para delinear todo o projeto de pesquisa, desde a sua concepção e análise estatística até a publicação final em uma revista de impacto.

Viabilidade

“A Telessaúde viabiliza esse curso aqui, e se não fosse ela não haveria como termos Internet de alta velocidade para tornar possível o curso. A interação é diretamente de Boston (EUA), ao vivo. Lá eles podem chamar alguém daqui para perguntar sobre os estudos e atividades que foram feitas na semana anterior”, destaca Róbson Amorim.

Amazônia

O coordenador comentou a importância do curso ser realizado em Manaus no âmbito de se aproveitar as substâncias da floresta amazônica.

“O curso incentiva os pesquisadores da região, tanto da Ufam quanto de outras universidades, a delinearem pesquisas de qualidade, que é necessário, principalmente num ambiente de pesquisa clínica. Temos que produzir tanto quantivamente quanto qualitativamente”, completa ele, dizendo que a atividade é “um diferencial para incentivar os colegas, que podem ser médicos, enfermeiros, farmacêuticos, dentistas, alunos de Medicina ou de qualquer área da saúde para entrar nesse ambiente de ver a pesquisa clínica com outros olhos. Não é impossível de fazer um trabalho de qualidade na Amazônia, principalmente porque há uma série de substâncias que podem ser analisadas e que têm benefícios. Há plantas medicinais que podem ser estudadas. E por que não testar isso em estudos clínicos de maneira sistematizada na população? Vejo um futuro bem promissor em termos de pesquisa clínica no Estado do Amazonas.”

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