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Temer cancela verba para ponte em Rodrigues Alves para usar em publicidade de seu governo

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O esforço desesperado do Governo Temer para melhorar sua posição perante a opinião pública brasileira, depois que seu governo apresenta uma rejeição de quase 80 vai prejudicar obras e ações prioritárias para o Acre e para todo o país. O presidente Temer assinou portaria determinando corte de créditos em várias áreas para dar recursos á divulgação de seu governo e, entre essas verbas anuladas estão os R$ 16 milhões previstos para a ponte sobre o rio Juruá em Rodrigues Alves, no Acre.

Portaria do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog), de 10 de abril de 2018, abriu crédito suplementar no valor de R$ 260,21 milhões em favor da Presidência da República e dos Ministérios da Agricultura, do Esporte, da Integração Nacional e do Turismo, sendo que 80,33% desse valor – R$ 209 milhões – estão sendo direcionados à comunicação institucional e publicidade do governo.

Para que houvesse abertura de crédito a esses órgãos governamentais, o governo de Michel Temer cancelou R$ 264,13 milhões de outras áreas. A Região Norte ficou desfalcada de R$ 45,81 milhões. No Acre, a obra mais afetada foi o cancelamento dos recursos para a construção da Ponte para Rodrigues Alves, mas além disso também verbas para ramais do INCRA foi cortada, para que o governo faça campanhas publicitárias para elevar a aprovação do presidente.

Do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, foram cancelados R$ 12 milhões para construção do trecho rodoviário da BR-317/BR-230 entroncamento de Humaitá-Lábrea; R$ 4 milhões para a construção de terminais fluviais no interior do Estado do Amazonas, também foram anulados e outros R$ 480 mil para assentamentos rurais do Incra. Foram ainda afetados assentamentos rurais em Rondônia, infraestrutura pesqueira no Amapá e estradas em Roraima.

Temer insiste em ser candidato à reeleição e necessita da verba de divulgação, mesmo com seus índices na pesquisa em torno de 1% de intenção de votos. A oposição se prepara para bombardear a proposta do governo, que também retira dinheiro das políticas públicas para as mulheres que serão redirecionados à área de propaganda.

Do total de cancelamentos feito pelo governo, mais da metade destinava-se à construção e manutenção de estradas, portos e aeroportos Brasil afora. Dos R$ 141,7 milhões suprimidos do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação civil, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) ficou sem R$ 77 milhões; do setor de transporte aquaviário foram cancelados R$ 34,4 milhões e o corte da aviação civil chegou a R$ 11 milhões que tinham sido aprovados para construção, reforma e reaparelhamento de aeroportos e aeródromos regionais.

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