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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA) foi um dos órgãos que protocolou pedido de vagas junto ao Ministério do Planejamento em maio. A solicitação do órgão, inicialmente de 1.630 vagas, pulou para 1.888 postos. As oportunidades contemplam cargos de níveis médio e superior.

Importante frisar que o quantitativo não cria novas vagas, mas, repõe o quadro de servidores que passa por grave déficit funcional. O desfalque foi originado por aposentadorias e pedidos de exoneração e, como as última seleções para o órgão já têm cinco e seis anos, não houve novas entradas.

A realização de um novo concurso para sanar o “buraco” de recursos humanos do Ibama é urgente. O presidente da Associação de Servidores do Ibama do DF (Asibama DF), Jonas Moraes Corrêa, alerta que as consequências da falta de pessoal são graves e começam a ser notadas.

Com número apertado de servidores, atividades como licenciamento ambiental, fiscalização e unidades de conservação estão sendo afetadas. Corrêa aponta, ainda, que o déficit pode ficar pior, pois, um bom número de servidores já está em condições de se aposentar. Na área de Fiscalização, por exemplo, a estimativa é de mais de mil profissionais nesta situação.

Se atendido, o Concurso IBAMA trará chances nas seguintes carreiras:

    Nível Médio: 759 vagas para técnico administrativo. Remuneração inicial de R$ 4.408,94 contando com auxílio alimentação.
    Nível Superior: 832 para analista ambiental e 297 para analista administrativo. Remuneração inicial de R$ 9.389,84 contando com auxílio alimentação.

Cargos Concurso IBAMA

Como mencionado, o Concurso IBAMA trará vagas nas carreiras de técnico e analista administrativo, além de analista ambiental. Confira mais detalhes sobre cada uma.

    Técnico Administrativo: atua em atividades de cunho administrativo e logístico, bem como no suporte técnico e administrativo às unidades do Ibama. Pode executá-las em áreas de documentação, controle interno, gestão de material, pessoas e patrimônio, dentre outras.
    Analista Administrativo: atua em atividades administrativas e logísticas de nível superior, como gestão de materiais e pessoas, acompanhamento da execução e fiscalização de contratos, atendimento aos públicos interno e externo, elaboração e arquivamento de documentos, dentre outros.
    Analista Ambiental: sua atuação se dá no planejamento ambiental, organizacional e estratégico para implantação de políticas de meio ambiente.

O que cai no Concurso IBAMA?

A tirar pelos últimos editais, o candidato interessado em ingressar no quadro funcional do Ibama pode preparar-se a partir das seguintes matérias:

    Língua Portuguesa
    Noções de Informática
    Atualidades
    Matemática
    Ética no Serviço Público
    Noções de Direito – Administrativo, Constitucional
    Legislação do Setor de Meio Ambiente (Ibama)
    Noções de Administração, Orçamento, Finanças e Contabilidade Pública
    Noções de Gestão de Pessoas
    Noções de Arquivologia
    Licenciamento ambiental: Licenciamento Ambiental Federal, Socioeconomia relacionada ao Licenciamento Ambiental Federal, Infraestrutura e Gestão Ambiental no Licenciamento Ambiental Federal
    Monitoramento, Regulação, Controle, Fiscalização e Auditoria: Informática, Raciocínio Lógico, Monitoramento, Regulação, Controle, Fiscalização e Auditoria Ambiental
    Gestão, Proteção e Controle da Qualidade Ambiental: Língua Inglesa, Gestão de Resíduos Sólidos e Substâncias Perigosas, Proteção da Atmosfera, Poluição Sonora, Remediação Ambiental e Dispersantes Químicos, Noções de Pedologia, Ecotoxicologia, Química Ambiental e Fitossanidade, Segurança Química

Último Concurso IBAMA

O Instituto realizou suas últimas seleções em 2012 e 2013. Na primeira, organizada pelo Cebraspe, a oferta foi de 300 vagas na carreira de técnico administrativo. Os candidatos foram avaliados por meio da aplicação de provas objetivas e perícia médica.

As vagas seguiram para lotação nos estados do Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, DF, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

O concurso seguinte, também organizado pelo Cebraspe, disponibilizou 61 vagas na carreira de analista administrativo. As etapas de seleção foram as mesmas da anterior. Os aprovados foram lotados nos estados de Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, DF, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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A Amazônia brasileira é objeto do maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta, com 54% das áreas remanescentes de mata protegidas, mas apesar das medidas protetivas, os recursos naturais continuam sendo explorados. De acordo com um estudo publicado nesta terça-feira no periódico “PeerJ”, entre 2010 e 2015 foram registrados oficialmente 4.243 casos de atividade ilegal, sendo a degradação da vegetação o maior dos problemas.

— Normalmente, os estudos sobre a Amazônia são focados no desmatamento, mas a gente conseguiu montar um panorama geral das atividades ilegais nas unidades de conservação — comentou o coautor do estudo Érico Kauano, da Universidade Federal do Amapá e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. — E essa amostra é dos registros oficiais, é provável que aconteçam muitos outros casos que não são notificados.

Dos registros de infração analisados, 1.585 foram classificados como de “supressão ou degradação da vegetação”, ou 47,4% do total de casos, seguidos por “pesca ilegal”, com 1.160 registros (27,3%¨), e “atividades de caça”, com 770 notificações (18,2%). Ainda foram autuados 202 casos de “mineração ilegal”; 175 de “ocupação ou construção irregular”; 136 de “práticas e condutas em descordo com as regulações”; 132 atos “contra a administração ambiental”; 40 de “uso ilegal de produtos florestais não madeireiros”; 26 de “atividades de agricultura e criação de animais”; e 17 de “poluição”.

— A extração e caça seletivas eliminam espécies chave que são essenciais para a manutenção dos processos ecológicos que mantém uma floresta saudável — apontou Fernanda Michalski, professora da Universidade Federal do Amapá e coautora da pesquisa.
Armas e animais mortos apreendidos dentro de uma unidade de conservação na Amazônia – Erico Emed Kauano

A Amazônia brasileira cobre uma área de aproximadamente 4,3 milhões de km², cerca de metade de todo o território nacional, com população de 21,6 milhões de pessoas. Foram analisados dados de 118 Unidades de Conservação, tanto de proteção integral como de uso sustentável, que totalizam cerca de 600 mil km². Ao todo, a Amazônia possui 127 Unidades de Conservação, mas nove delas foram criadas depois de 2010.

Segundo Kauano, a hipótese inicial era que mais casos fossem registrados nas áreas de proteção integral, por serem mais restritivas, mas isso não aconteceu. As infrações são espalhadas de forma quase uniforme por todas as áreas de conservação. As exceções estão na pesca ilegal, com mais registros nas zonas litorâneas, e na degradação da vegetação, mais concentrada no chamado Arco do desmatamento.

Além disso, os pesquisadores apontam uma variável que influencia no número de registros de atividades irregulares: a presença de população. A densidade populacional no entorno das unidades de conservação foi o “mais importante preditor para o número total de infrações”. A segunda variável mais relevante foi a acessibilidade, tanto por rio como por estradas.

— Um dado interessante que a gente notou foi a relação negativa da pesca ilegal nas reservas de uso sustentável, ou seja, a população está ajudando a conter os ilícitos — comentou Kauano. — Não existe uma receita mágica para conter as atividades ilegais, mas as ações educativas nas comunidades ribeirinhas são um dos instrumentos. Também é preciso aumentar a presença da fiscalização e apresentar alternativas de renda para a população.

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