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Editorial Amazônia

Amazônia

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Pioneiro na utilização do termo ‘biodiversidade’, professor americano veio ao Rio debater caminhos para o investimento em infraestrutura sustentável, na FGG

THOMAS
“A sustentabilidade tem vários elementos, não é apenas uma unidade. Existem os elementos sociais, ambientais e também os econômicos. Para algo ser sustentável, é preciso juntar todos”, explica ambientalista – Leo Martins / Agência O Globo

“Sou formado em Biologia pela Universidade de Yale. Em 1965, fui à Amazônia pela primeira vez. Sou um dos fundadores de projeto que investiga os efeitos do desmatamento na fauna e na flora. Sou especialista em assuntos ligados à natureza brasileira, professor e membro sênior da Fundação das Nações Unidas (UNF).”

Conte algo que não sei

Milhares de pessoas no mundo vivem bem graças a uma substância encontrada no veneno da jararaca, capaz de derrubar a pressão do sangue até zero permanentemente, podendo levar inclusive à morte. Cientistas do Instituto Butantan, em São Paulo, estudaram como isso funciona e descobriram que esse mesmo veneno pode ser utilizado em um novo medicamento para o tratamento da hipertensão. O remédio atua no sistema nervoso central, reduzindo a pressão arterial e a frequência cardíaca ao mesmo tempo. Isso significa, acima de tudo, que a Amazônia tem uma biodiversidade fantástica e é a maior biblioteca do mundo. Cada espécie é como um livro de soluções para algumas doenças.

Qual é a chave para conservar a Floresta Amazônica?

Manter mais de 80% da cobertura florestal, proteger o seu ciclo hidrológico para que continue sendo uma floresta com índices de pluviosidade suficientes para atender as regiões agrícolas de Mato Grosso, São Paulo e Argentina, e fomentar oportunidades sustentáveis para a população local. É possível que isso inclua criar cidades sustentáveis na Amazônia — como Manaus, por exemplo. Então,acredito que o futuro das cidades seja a chave para a Amazônia inteira. Pensar nessa região como um todo requer considerar as cidades também.

O senhor é considerado o padrinho da biodiversidade?

Fui o primeiro a usar o termo “diversidade biológica”, ainda nos anos 1980. A comunidade científica discutia sobre a variedade de seres vivos na natureza, mas não tínhamos esse termo definido. Na época, ninguém prestou atenção em quem foi o primeiro, só depois as pessoas perceberam de fato.

Muitas pessoas relacionam a sustentabilidade apenas com a natureza, sem considerar um meio ambiente integrado. Como o senhor avalia essa questão?

A sustentabilidade tem vários elementos, não é apenas uma unidade. Existem os elementos sociais, ambientais e também os econômicos. Para algo ser sustentável, é preciso juntar todos esses componentes. Se você proteger só o meio ambiente, sem pensar no lado social, as pessoas e a economia vão ser prejudicadas. Se proteger apenas o elemento econômico, saem prejudicados as pessoas e o meio ambiente. É importante administrar o meio ambiente, as atividades humanas e a economia como um sistema, por meio de planos integrados.

Qual é a visão dos estrangeiros sobre a Amazônia?

A maioria deles nunca vai ter a oportunidade de visitar a Amazônia. Os estrangeiros só conhecem essa região por meio de televisão, livros, etc. No entanto, acham que é um lugar maravilhoso, misterioso, fascinante e, talvez, perigoso. Alguns compreendem que a floresta é importante para o ciclo de carbono do planeta e para o ciclo hidrológico.

E qual é a maior diferença entre essa perspectiva externa e a visão dos brasileiros?

O mais interessante é que há uma opinião pública muito forte lá fora sobre a importância de preservar a Amazônia. É uma grande floresta, reconhecida no cenário mundial, mas muitos brasileiros não sabem disso. Mesas de discussão e congressos sobre sustentabilidade são essenciais. Viajei mais uma vez ao Brasil porque mantenho interesse muito grande pela infraestrutura sustentável que, acima de tudo, respeita o meio ambiente.

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Estudo mostra que só a pesca do tambaqui reduz tamanho e disponibilidade dos peixes a uma distância de até mil quilômetros de Manaus


A crescente demanda por comida pelos habitantes das cidades no meio da Amazônia pode ter um grande impacto na fauna da região, aponta estudo publicado nesta segunda-feira no periódico científico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS). Diante disso, defendem os pesquisadores liderados por Daniel Tregidgo, da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, são necessárias mais pesquisas para avaliar qual será de fato a influência no meio ambiente das mais de 18 milhões de pessoas que já vivem em zonas urbanas dentro da floresta.

Neste estudo inicial, os pesquisadores percorreram aldeias e vilas ao longo do Rio Purus, um dos principais afluentes do Amazonas. Usando como referência o tambaqui, peixe muito apreciado pela população local, eles observaram uma redução no tamanho dos animais capturados e sua disponibilidade a uma distância que chegou a mil quilômetros de Manaus, que tem mais de 2 milhões de habitantes.

– As metrópoles na floresta lançam uma sombra de mil quilômetros sobre ela – diz Tregidgo. – Nossa pesquisa mostra o impacto da demanda urbana sobre espécies altamente valorizadas de peixes fluviais que é sentido muito mais longe das cidades do que imaginávamos. E isto é significativo porque os trópicos abrigam dois terços da biodiversidade da Terra e estão experimentando um rápido crescimento da população humana, com a urbanização e as mudanças econômicas resultando em uma maior demanda por alimentos.

Segundo os pesquisadores, estes declínios estão diretamente relacionados à atuação de barcos baseados na cidade que percorrem as comunidades ribeirinhas em busca dos peixes. Com isso, os pescadores nas zonas rurais têm um mercado garantido e acesso a gelo para preservação, o que estimula a sobrepesca, afirmam.

– Muito desta demanda por alimentos está sendo atendida pela expansão da pecuária, mas a caça e pesca também são muito importantes para a alimentação de centenas de milhões de consumidores nos trópicos, desde os mais pobres e vulneráveis residentes destas zonas urbanas aos mais ricos. Esta pesquisa revelou o quão longe a sombra da devastação da fauna lançada por uma metrópole alcança na floresta selvagem.

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Descida das águas em parte é benéfica para a produção rural, mas preocupa quanto à logística, com a alta no risco de que embarcações encalhem


Passados os meses de enchente, o rio Madeira segue baixando em um ritmo normal, segundo dados do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Para o setor primário a vazante ajuda na retomada da produção, com a fertilização dos locais que estavam alagados. Mas, por outro lado, a descida do rio prejudica a navegação, pois surgem bancos de areias, o que aumenta o risco de que embarcações fiquem encalhadas ao navegar pelo rio.

Durante a última semana, A CRÍTICA flagrou trechos do rio Madeira entre Manicoré e Humaitá, onde é possível ver os sinais da vazante deste ano. São grandes bancos de areia atravessando quase 50% de um dos “braços” do curso de água. Entre os bancos de areia foi até possível avistar balsas encalhadas, como também outros tipos de embarcações.

Escoamento

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, disse que produtores da região relataram que a descida do rio está sendo rápida. “Tenho recebido informações de agricultores que o rio Madeira tem passado por uma vazante bem rápida. Por enquanto isso é muito bom para nosso setor, pois é possível retornar mais rápido ao plantio e dar continuidade a nossas atividades”, completou Muni Lourenço.

Ele ressaltou, no entanto, que a vazante quando passa da normalidade pode prejudicar o processo de transportação de toda produção do setor primário. Os agricultores dependem das embarcações para realizar o translado de todo o produto plantado e colhido, o que poderá acarretar em aumento dos custos, no caso de seca rápida e prolongada, e consequentemente dos preços ao consumidor final.

“Por enquanto não podemos afirmar se essa vazante irá nos prejudicar. O que sabemos até agora é que no caso do Madeira a vazante está acelerada, mas ainda não nos prejudica. Isso só poderemos informar mais pra frente, porém esperamos que tudo ocorra na normalidade e não tenhamos nenhum problema para conseguir transportar nossa produção, pois nosso único problema com a vazante é a dificuldade com o transporte, mas por enquanto não precisamos nos preocupar com isso”, disse Muni Lourenço.

Outros trechos do rio

A CRÍTICA tentou contato com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) em Porto Velho para saber como anda a decida do rio Madeira nos demais trechos, mas, até o fechamento desta edição, não havia recebido nenhum retorno. O Comando do 9º Distrito Naval da Marinha do Brasil também foi procurado para informar o número embarcações que já encalharam no rio, mas também não tivemos resposta.

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