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Editorial Amazônia

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Eles já estudam comprar terras para iniciar a produção em cativeiro, que precisaria aumentar 20 vezes para atender o país com maior população do mundo


A China, com uma população de 1,3 bilhão de pessoas, quer comprar peixe no Amazonas em larga escala e analisa a capacidade da produção local. Uma comitiva liderada pelo maior especialista em piscicultura da Ásia esteve em Manaus e em Rio Preto da Eva conhecendo as técnicas locais de piscicultura.

Investidores chineses estão comprando terras e fazendas no Mato Grosso e o próximo movimento deles será adquirir terras no Amazonas, com vistas a produção de peixes. O beneficiamento desta produção pode ser feito no Estado, se houver as condições industriais para isso.

O piscicultor Luiz Bonfá, proprietário da Fazenda Eldorado, localizada no Km 65 da AM-010, em Rio Preto da Eva, recebeu uma comitiva do mais avançado instituto de pesca da China. Os especialistas chineses vieram ao Amazonas para conhecer as técnicas de produção do tambaqui e certificar-se de que maneira podem estabelecer um intercâmbio tecnológico, com vistas em um futuro próximo, dentro do plano quinquenal do governo chinês, prover com proteína de peixe da Amazônia sua população.

Seria necessário aumentar, em no mínimo 20 vezes, a produção de peixes em cativeiro do Amazonas, que hoje é de pouco mais de 24 mil toneladas/ano, para começar a atender uma pequena parcela do mercado chinês, dado o seu gigantismo.

Segundo o cientista chinês especializado em piscicultura Wan Yibing, líder da comitiva da China, e uma das maiores autoridades da área na Ásia, “o Amazonas tem enormes potencialidades de aumentar a produção de seus peixes em cativeiro pelas características do clima, da água e pelo seu centro de pesquisas de Balbina. Mas precisa ter escala maior e oferecer mais diversidade de peixes para o mercado chinês”.

Se houvesse uma indústria de beneficiamento de grande porte e com escala mundial dos peixes produzidos no Estado, os chineses poderiam transformar a proteína de peixe em uma alavanca do desenvolvimento regional; a exemplo do que vem sendo feito com a soja brasileira. A China é a maior compradora deste grão e tem todas as condições de ser, também, a maior do mundo na compra de peixes do Amazonas.

Terras

Segundo o secretário executivo da Secretaria de Pesca e Aquicultura do Amazonas (Sepa), Geraldo Bernardino, os chineses estão mapeando todos os principais produtores de peixes do mundo para aumentar a importação desta proteína.

“Eles estão comprando terras no Mato Grosso e fazendas para transformá-las em produtoras de peixes para o mercado deles. O Amazonas pode ser o próximo destino do capital chinês. A busca por alimentos é prioridade de Estado, na segunda maior potência do planeta”, disse Bernardino.

Crescimento

Com uma produção de 400 toneladas/ano de tambaqui, o piscicultor Luiz Bonfá tem planos para aumentar ainda mais a escala e fornecer alimentos, não somente para Manaus, seu maior mercado, como também ampliar nacionalmente a oferta.

Ele entende que existe tecnologia para isso, e “se o preço da ração diminuir, com o Amazonas plantando milho e soja, base das rações, ou se governo estadual conseguir preços mais em conta, através do porto graneleiro de Itacoatiara, dá para dar um salto de produção de peixes no curto prazo”.

Beneficiadoras

Na avaliação do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, “a tecnologia empregada na piscicultura em Rio Preto da Eva, é a prova de que com a instalação de grandes indústrias beneficiadoras do pescado e das frutas da região, como laranja, abacaxi, açaí, entre outras, pode-se criar alternativas ao atual modelo do PIM, com escala, sustentabilidade e características regionais. Conheço a China, estive lá, e sei da grande capacidade dela de consumo de alimentos”.

Ele também defende que as indústrias locais devem buscar nas matérias primas da Amazônia uma nova vocação, que é reconhecida mundialmente como de qualidade energética e proteica. “A Amazônia pode abastecer o mundo com alimentos e isso pode ser feito com responsabilidade ambiental e industrial, basta haver investimentos, tecnologia, regras claras, vontades empresarial e política”, comentou.

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Em outra ação, MPF denunciou 25 garimpeiros por crimes ambientais e dano ao patrimônio público pela operação Ouro Fino

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(Foto: Clóvis Miranda/Secom)

A Justiça Federal suspendeu nesta terça-feira (19) as Licenças de Operação Ambiental (LOA´s) das cooperativas de garimpo no Rio Madeira concedidas há uma semana pelo governador do Amazonas, Amazonino Mendes (PDT). A decisão da juíza federal Mara Elisa Andrade atendeu, em regime de urgência, uma ação civil pública ingressada pelo procurador da República, Aldo de Campos Costa (leia a decisão na íntegra).

Na decisão, a juíza determinou que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) se abstenha de outorgar ou renovar licenças de exploração de ouro no leito do manancial em qualquer dos municípios de Novo Aripuanã, Manicoré, Borba e Humaitá, localizados no sul do Estado. A multa diária para o descumprimento da decisão da Justiça Federal é de R$100 cem mil. O governo pode recorrer da decisão.

No último dia 12, em festa na cidade de Humaitá, o governador Amazonino Mendes concedeu três renovações de Licenças de Operação Ambiental (LOA´s) à Cooperativa dos Garimpeiros da Amazônia (Coogam). Mais três autorizações de exploração de minério no Rio Madeira, sendo uma nova LOA, foram dadas à Cooperativa dos Extrativistas Minerais Familiares de Manicoré (Cooefam).

Garimpeiros ligados às empresas são investigados pela Polícia Federal por acusação nos incêndios criminosos às sedes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e tentativa de invadir à sede do Distrito Naval da Marinha na localidade.

A Coogam, conforme matéria publicada pela Amazônia Real, tem como fundador o garimpeiro Geomario Leitão de Sena. Ele é reincidente em crimes ambientais e réu em processo da Justiça Federal por formação de quadrilha, usurpação de bens da União, lavagem de dinheiro e extração ilegal de ouro em terra indígena no Mato Grosso.

Segundo membros do Conselho Estadual de Meio Ambiente do Amazonas (Cemaam), as licenças autorizadas por Amazonino saíram antes de um estudo sobre o impacto ambiental do mercúrio pela atividade no Rio Madeira.

O governo alegou que um Termo de Ajustamento de Conduta Ambiental (Taca) foi firmado com as cooperativas para fiscalização do garimpo.

O Ipaam é dirigido pelo secretário estadual de Meio Ambiente, Marcelo Dutra. Ele também é o presidente do Cemaam. O governo justifica que “a atividade extrativista mineral é uma fonte de renda rápida para famílias de comunidades ribeirinhas existentes ao longo da calha do Rio Madeira.”

Diante das irregularidades denunciadas no processo de licenciamento por conselheiros do Cemaam, 17 organizações ambientalistas divulgaram nota oficial dizendo que a decisão de Amazonino Mendes era “precipitada, imprudente e unilateral.”

Com a repercussão do caso, o procurador da República, Aldo de Campos Costa ingressou com a ação pedindo a suspensão das licenças. Um dos argumentos do procurador é que diante do alto impacto causado pelo garimpo em um rio (Madeira) que ultrapassa o território do estado do Amazonas, a competência para conceder licença deve ser do Ibama.

“O Ipaam não exigiu Estudo de Impacto Ambiental, permitiu a utilização de mercúrio no garimpo e é leniente em relação ao cumprimento de condicionantes”, afirmou Aldo de Campos Costa à Amazônia Real.

Na decisão, a juíza Mara Elisa Andrade cita pareceres do Ipaam apresentados pelo MPF referentes às condicionantes que não foram cumpridas pelas cooperativas em fiscalizações anteriores. Ela afirma que “o sistemático descumprimento de condicionantes de licenças ambientais, a provocar danos que colocam em risco a integridade do Rio Madeira, bem como riscos à saúde humana, à biodiversidade e à manutenção do ecossistema amazônico”.

“A despeito de descumprimento de condicionantes e apesar de parecer técnico contrário à outorga de licenças e sua renovação, ainda sim o Ipaam renovou e outorgou licenças que perpetuam a exploração predatória de ouro no Rio Madeira”, diz a juíza federal Mara Elisa Andrade.

Ela diz que “as licenças de operação outorgadas pelo Ipaam são compreensivas com o ilícito descumprimento de condicionantes, bem como coniventes com o uso indiscriminado e descontrolado de mercúrio, na lavra do ouro” e que “há evidencias sólidas do descumprimento, inclusive, das condicionantes relativas à adequada destinação de resíduos do mercúrio”.

Sobre o dados do mercúrio a saúde humana, a juíza diz que a documentação dos autos “dá mostras dos graves danos provocados pelo garimpo de ouro no leito do Rio Madeira, registrando o uso descontrolado e indiscriminado de mercúrio, que resulta em contaminação do solo, dos corpos hídricos, da vida aquática que alimenta comunidades ribeirinhas, perda de biodiversidade e exposição da saúde humana a sérios riscos”.

A reportagem da Amazônia Real procurou a assessoria de imprensa do Ipaam para saber o posicionamento do órgão sobre a decisão judicial, mas até o momento não recebeu resposta.

Em nota enviada à reportagem na semana passada, a assessoria do Ibama diz que “todas as operações do Instituto foram mantidas ou reforçadas após o atentado em Humaitá”. E completou: “o Ibama aguarda o resultado das investigações da Polícia Federal (PF) para dar início à reforma da Unidade Técnica do Instituto no município”.

MPF denuncia 25 garimpeiros

Nesta terça-feira (19), o procurador Aldo de Campos Costa denunciou 25 garimpeiros, muitos deles donos de balsas, que atuavam com a estrutura para a exploração de ouro ilegalmente no rio Madeira, à Justiça Federal do Amazonas. Cada uma dessas balsas custa em média R$ 50 mil.

Segundo a ação, os garimpeiros foram flagrados explorando ouro sem licença ambiental e com outorgas de lavra garimpeira vencidas, durante operação Ouro Fino, realizada pelo Ibama e do ICMBio, em outubro passado.

Durante a ação, no dia 24 de outubro, de 200 balsas avistadas pela fiscalização no rio Madeira, 48 foram apreendidas. Dessas, 34 foram destruídas com fogo pelos fiscais; outras sete afundaram “sem a intervenção da fiscalização” e sete foram apreendidas, disser o órgão federal.

Em represália à operação Ouro Fino, os garimpeiros incendiaram os prédios do Ibama, do ICMBio e do Incra, em Humaitá no dia 27 de outubro. Também tentaram invadir o quartel da Marinha, no município. Veículos e embarcações dos órgãos federais também foram incendiados.

Uma investigação foi aberta pela superintendência da PF em Rondônia para apurar crimes de ameaça e depredação ao patrimônio público, formação de organização criminosa, além de tentar identificar os financiadores do garimpo no Madeira. São suspeitos de envolvimento no caso o prefeito de Humaitá, Herivâneo Seixas (Pros) e vereadores. O prefeito nega participação nos incêndios dos prédios, mas admitiu que apoiou o que chama de “manifestação dos garimpeiros”.

Na denúncia contra os 25 garimpeiros, o MPF não apresenta as responsabilidades sobre os ataques aos prédio públicos. O caso está sendo investigado por outro procurador.

A denúncia do procurador Aldo de Campos Costa é a primeira ação que chega à Justiça com relação a atividade garimpeira ilegal investigada pela operação Ouro Fino, que contou com as participações da Força Nacional e do Exército Brasileiro.

A fiscalização coibiu a lavra garimpeira no leito do rio Madeira e no entorno da Floresta Nacional de Humaitá, unidade de conservação federal criada em 1998.

“Os donos das balsas não apresentaram a permissão válida de lavra garimpeira outorgada pelo DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) à cooperativa de garimpeiros e nem a licença de operação concedida pelo órgão ambiental”, diz o procurador.

Na denúncia, os 25 garimpeiros são indiciados nos crimes dos artigos 2º da Lei nº 8.176/1991 (Crime contra o patrimônio público) e 55 da Lei nº 9.605/1997 (Lei de Crime Ambiental). O procurador pede o início de uma ação penal e que servidores públicos federais sejam ouvidos pela acusação.

O artigo 2º da Lei 8.176/1991 diz o seguinte: “Constitui crime contra o patrimônio, na modalidade de usurpação, produzir bens ou explorar matéria-prima pertencentes à União, sem autorização legal ou em desacordo com as obrigações impostas pelo título autorizativo. Pena: detenção, de um a cinco anos e multa”.

O artigo 55 da Lei de Crimes Ambientais diz que “executar pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização, permissão, concessão ou licença, ou em desacordo com a obtida”. A pena é de detenção de seis meses a um ano e multa.

Os nomes dos 25 garimpeiros denunciadas pelo MPF são: Alcimar Belo Brito, Terezinha Araújo Feitosa, Elton Costa de Andrade, José Luiz da Costa Alves, Esdilei Nazareno Costa de Andrade, Luiz Tadeu Nobre, Maria Liduina Glaciano da Silva, Maria Mercedes dos Santos, Cleucimar Belo Brito, Cleitomar Belo Brito, José Raimundo Nobre de Souza, Jocimar França de Araújo, Roberto Almeida Barroso, Remilson Gomes Ribeiro, Edinei de Nazareno Ferreira de Andrade, Romildo Lopes Barreto, Antônio Prestes Brito, Tatiel Nobre de Souza, Vanderlene Aguiar de Oliveira, Rizolete Nobre de Souza Maia, Zenimar Belo Brito, Josué França Malta, Erasmo Almeida do Nascimento Raimundo Nonato de França e Antônio Ivanir Nobre de Souza.

A reportagem não localizou advogados dos garimpeiros para falar sobre as acusações do MPF.

Segundo as investigações do Ibama, a operação Ouro Fino desestabilizou um negócio que movimentava cerca de R$ 672 milhões por ano com a extração ilegal de ouro no Rio Madeira.

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O abatedouro está sendo construído no quilômetro 38 da AM-010. Capacidade inicial será de abate de 6 mil frangos, mas pode ganhar maior escala de acordo com a demanda do mercado 

O primeiro abatedouro de frangos de descarte das granjas de ovos do Amazonas está sendo construído em Manaus e será inaugurado em fevereiro de 2018. Com capacidade inicial para abater 6 mil frangos, o que atenderá a demanda das granjas locais, dentre elas a líder São Pedro, que tem um plantel de mais de 600 mil frangos. O abatedouro está sendo construído no quilômetro 38 da AM-010.

Com esta iniciativa do investidor amazonense, pois o empresário Márcio Miyamoto é de uma tradicional família de origem japonesa, instalada no Estado há mais de 40 anos, o Amazonas entra em um novo ciclo da economia derivada da avicultura. "Estamos implantando a mais avançada tecnologia de abate de frangos no Estado e investindo recursos próprios para atender o mercado local", disse Miyamoto.  

Os granjeiros amazonenses produzem diariamente 2,5 milhões de ovos e atendem toda a demanda do Estado. Com o aumento do consumo diário de ovos, a estimativa da Associação Amazonense de Avicultura (AAMA) é que esta produção possa chegar a 3 milhões de ovos,rapidamente, podendo evoluir para até 3,5 milhões no curto prazo.

Para que isso aconteça, os insumos como milho, farelo de soja e outros precisam diminuir os custos, para que a logística não desestabilize a produção interna, já que o Amazonas não planta em larga escala soja e nem milho.

Disposto a conhecer toda a cadeia produtiva do ovo e, agora, também do frango, o secretário estadual da Produção Rural, José Aparecido dos Santos, reuniu hoje (24/11) com a diretoria AAMA, presidida por Kuniya Takano; com o presidente Muni Lourenço, da Federação de Agricultura e Pecuária do Amazonas (FAEA); e com o presidente da Agência de Defesa Animal e Florestal (Adaf), Sérgio Muniz.

Mobilização

Na ocasião, ficou definido que haverá mobilização dos granjeiros e do Governo do Estado para que os insumos básicos utilizados na avicultura, mas também em outras cadeias produtivas, como do gado, dos suínos, caprinos e peixes possam se beneficiarem deste movimento encabeçado pelos empresários da avicultura, com sustentação estatal regional.

A ideia básica é levar o grupo Amaggi, que tem uma planta graneleira instalada em Itacoatiara, a fornecer esses insumos a preços mais em conta, através do transporte fluvial (via hidrovia do rio Madeira) deles com preços diferenciados.

Quando a Hermasa, empresa do grupo Amaggi instalou-se no Amazonas, o governador era Amazonino Mendes, que, neste momento, governa o Estado novamente. "Entendemos que o grupo Amaggi, através do seu controlador Blairo Maggi, atual ministro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que estará em Manaus no próximo dia 4 de dezembro, para assinar o termo de entrada definitiva do Amazonas na relação nacional de Estado fora do risco de aftosa, possa colaborar nesta direção", comentou o secretário José Aparecidos dos Santos.

Fronteira agrícola

A outra alternativa para o setor é a plantação de soja e milho no Sul do Amazonas, com destaque para os municípios de Humaitá, Manicoré (Distrito de Santo Antônio do Matupi) e Apuí. Mas, neste caso, seriam necessárias várias ações ambientais para desenvolver um polo agrícola na região.

Humaitá, mais diretamente, tem milhares de hectares em seus campos aptos para o plantio imediato de soja e milho. Produtores rurais de Rondônia e Mato Grosso já começam a se posicionar comprando terras neste município para implantarem suas lavouras. 

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