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Editorial Amazônia

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Estudo mostra que só a pesca do tambaqui reduz tamanho e disponibilidade dos peixes a uma distância de até mil quilômetros de Manaus


A crescente demanda por comida pelos habitantes das cidades no meio da Amazônia pode ter um grande impacto na fauna da região, aponta estudo publicado nesta segunda-feira no periódico científico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS). Diante disso, defendem os pesquisadores liderados por Daniel Tregidgo, da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, são necessárias mais pesquisas para avaliar qual será de fato a influência no meio ambiente das mais de 18 milhões de pessoas que já vivem em zonas urbanas dentro da floresta.

Neste estudo inicial, os pesquisadores percorreram aldeias e vilas ao longo do Rio Purus, um dos principais afluentes do Amazonas. Usando como referência o tambaqui, peixe muito apreciado pela população local, eles observaram uma redução no tamanho dos animais capturados e sua disponibilidade a uma distância que chegou a mil quilômetros de Manaus, que tem mais de 2 milhões de habitantes.

– As metrópoles na floresta lançam uma sombra de mil quilômetros sobre ela – diz Tregidgo. – Nossa pesquisa mostra o impacto da demanda urbana sobre espécies altamente valorizadas de peixes fluviais que é sentido muito mais longe das cidades do que imaginávamos. E isto é significativo porque os trópicos abrigam dois terços da biodiversidade da Terra e estão experimentando um rápido crescimento da população humana, com a urbanização e as mudanças econômicas resultando em uma maior demanda por alimentos.

Segundo os pesquisadores, estes declínios estão diretamente relacionados à atuação de barcos baseados na cidade que percorrem as comunidades ribeirinhas em busca dos peixes. Com isso, os pescadores nas zonas rurais têm um mercado garantido e acesso a gelo para preservação, o que estimula a sobrepesca, afirmam.

– Muito desta demanda por alimentos está sendo atendida pela expansão da pecuária, mas a caça e pesca também são muito importantes para a alimentação de centenas de milhões de consumidores nos trópicos, desde os mais pobres e vulneráveis residentes destas zonas urbanas aos mais ricos. Esta pesquisa revelou o quão longe a sombra da devastação da fauna lançada por uma metrópole alcança na floresta selvagem.

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Descida das águas em parte é benéfica para a produção rural, mas preocupa quanto à logística, com a alta no risco de que embarcações encalhem


Passados os meses de enchente, o rio Madeira segue baixando em um ritmo normal, segundo dados do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Para o setor primário a vazante ajuda na retomada da produção, com a fertilização dos locais que estavam alagados. Mas, por outro lado, a descida do rio prejudica a navegação, pois surgem bancos de areias, o que aumenta o risco de que embarcações fiquem encalhadas ao navegar pelo rio.

Durante a última semana, A CRÍTICA flagrou trechos do rio Madeira entre Manicoré e Humaitá, onde é possível ver os sinais da vazante deste ano. São grandes bancos de areia atravessando quase 50% de um dos “braços” do curso de água. Entre os bancos de areia foi até possível avistar balsas encalhadas, como também outros tipos de embarcações.

Escoamento

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, disse que produtores da região relataram que a descida do rio está sendo rápida. “Tenho recebido informações de agricultores que o rio Madeira tem passado por uma vazante bem rápida. Por enquanto isso é muito bom para nosso setor, pois é possível retornar mais rápido ao plantio e dar continuidade a nossas atividades”, completou Muni Lourenço.

Ele ressaltou, no entanto, que a vazante quando passa da normalidade pode prejudicar o processo de transportação de toda produção do setor primário. Os agricultores dependem das embarcações para realizar o translado de todo o produto plantado e colhido, o que poderá acarretar em aumento dos custos, no caso de seca rápida e prolongada, e consequentemente dos preços ao consumidor final.

“Por enquanto não podemos afirmar se essa vazante irá nos prejudicar. O que sabemos até agora é que no caso do Madeira a vazante está acelerada, mas ainda não nos prejudica. Isso só poderemos informar mais pra frente, porém esperamos que tudo ocorra na normalidade e não tenhamos nenhum problema para conseguir transportar nossa produção, pois nosso único problema com a vazante é a dificuldade com o transporte, mas por enquanto não precisamos nos preocupar com isso”, disse Muni Lourenço.

Outros trechos do rio

A CRÍTICA tentou contato com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) em Porto Velho para saber como anda a decida do rio Madeira nos demais trechos, mas, até o fechamento desta edição, não havia recebido nenhum retorno. O Comando do 9º Distrito Naval da Marinha do Brasil também foi procurado para informar o número embarcações que já encalharam no rio, mas também não tivemos resposta.

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Os ambientalistas sustentam que legalizar a ocupação ilegal pode acarretar no grave risco de violência


Ambientalistas e a Procuradoria alertaram sobre o perigo que correm as áreas e comunidades amazônicas por medidas adotadas pelo presidente Michel Temer a favor do agronegócio, um de seus pilares políticos em um momento que tenta sobreviver a uma denúncia de corrupção.

O presidente sancionou nos últimos dias um programa para legalizar terras federais invadidas em áreas protegidas e deu o aval ao congelamento da cessão de títulos de propriedade para índios e descendentes de escravos. As duas iniciativas se somam a outra medida debatida no Congresso para reduzir o tamanho dos santuários naturais existentes.

"Há uma ofensiva da bancada ruralista no Congresso e estão propondo inúmeras reduções da proteção ambiental e estão colocando dificuldades para o reconhecimento de territórios tradicionais, quilombolas e indígenas", afirmou à AFP Elis Araújo, pesquisadora do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), por telefone, de Belém.

A proteção ambiental "é uma moeda de troca", acrescentou.Os ambientalistas sustentam que legalizar a ocupação ilegal pode acarretar no grave risco de violência.

Um trabalho da ONG internacional Global Witness afirma que o Brasil é o país onde mais ecologistas foram assassinados em 2016 - 49 de um total de 200 em todo o mundo. A Comissão Pastoral da Terra, que defende os trabalhadores rurais, já contabilizou 37 mortes ao longo de 2017.

O governo transformou em lei uma Medida Provisória (MP) apresentada como uma normalização da situação dos agricultores pobres, principalmente na Amazônia. Mas os ambientalistas dizem que a lei esconde sérios riscos.

"Ficou conhecida como 'MP da grilagem' por permitir a legalização em massa de áreas públicas invadidas, abrindo caminho ao agravamento do desmatamento e dos conflitos de terras", assinalou o Instituto Socioambiental, organização dedicada a cuidar dos direitos do meio ambiente.

A nova lei permite a reivindicação de terras tomadas até 2011 -anteriormente o limite era 2004- e amplia de 1.500 para 2.500 hectares a propriedade estatal passível de ser comprada. Segundo a Imazon, muitas vezes a cotização oficial não chega nem a 10% do valor de mercado.

Essa decisão se somou à freada aplicada à cessão de títulos de propriedade para índios, que valeu uma advertência da Procuradoria-Geral.

Para Araújo, Temer cedeu à pressão da bancada ruralista, a maior do Congresso, porque precisa que votem contra a acusação de que cobrou propina da JBS, caso que poderia custar o seu cargo e que está nas mãos da Câmara dos Deputados.

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