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Municípios são beneficiados por linha de crédito no AcreA linha de crédito BNDES Per Brasil incentiva a retomada das atividades econômicas em municípios afetados por desastres naturais. Empresas situadas nos locais beneficiados pelo programa, que possuam Receita Operacional Bruta (ROB) de até 90 milhões, poderão financiar investimentos para implantação, recuperação e modernização de ativos fixos, projetos de pesquisas nos setores de indústria e comércio e investimentos relacionados ao meio ambiente.

No Acre, foram contemplados os municípios de Rio Branco e Brasiléia, atingidos pela cheia do início ano. Obras civis, montagem e instalações, móveis, utensílios, máquinas e equipamentos são algumas das atividades e objetos que se encaixam no Per Brasil, linha de crédito que possui taxa fixa de juros correspondente a 5,5% ao ano.

O prazo máximo do financiamento é de 120 meses, incluída a carência, que pode variar de três a 24 meses. Aqueles cujo capital de giro não esteja associado a projetos de investimentos e possuam valor acumulado acima de cem mil reais terão prazo total de até 60 meses, também incluso o período de carência – de 3 a 24 meses.

O valor limite dos financiamentos para projetos de investimentos é de R$ 500 mil. Já os de capital de giro não associados a esses projetos, em que o total acumulado exceder R$ 100 mil, será aplicado o limite de R$ 500 mil ou o correspondente a 60 % da ROB da beneficiária, conforme apurado no último exercício fiscal.

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Bolívia rompe com a OAS e gera mal-estar com BrasilO presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou ontem a anulação do contrato com a construtora brasileira OAS para a construção de uma rodovia financiada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no centro do país. A medida foi mal recebida no governo brasileiro, que considera ser uma “decisão soberana da Bolívia, mas que não é construtiva do ponto de vista dos investimentos brasileiros no país”, segundo uma fonte em Brasília.

Ainda segundo essa fonte, o Brasil deve analisar se Morales e a presidenta Dilma Rousseff vão se encontrar na Cúpula das Américas, nesta semana na Colômbia. “Isso pode não acontecer por “problemas de agenda”, disse, indicando que Dilma pode evitar o encontro.

A medida ocorre em meio a uma dura disputa entre governo boliviano e a OAS por conta de valores relativos aos trechos 1 e 3 da estrada. A oposição no país alega superfaturamento da obra, e grupos indígenas querem impedir que ela atravesse uma reserva natural.

Ao fazer o anúncio, Morales alegou que a OAS descumpriu prazos, além de apontar outras irregularidades, como a falta de apresentação de informes relativos a serviços prestados pela empresa, a falta de sinalização nas obras e de um “plano apropriado de resgate arqueológico”. “Nos trechos 1 e 3, houve descumprimento no trabalho da OAS, por isso iniciamos um processo de anulação da construção da rodovia”, disse Morales.

Ele prometeu ainda executar a garantia bancária prevista em contrato. Segundo o Valor apurou, ela gira em torno de US$ 80 milhões e está depositada em uma agência do Banco do Brasil em La Paz.

Procurada, a OAS não se pronunciou. Mas o Valor apurou que a empresa tenta, com a ajuda do governo brasileiro, evitar ao menos que a garantia seja executada.

A rodovia que estava sendo construída pela OAS foi pivô de uma das piores crises políticas do governo Morales. Com 306 km de extensão, ela é fruto de um acordo costurado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2008. A OAS foi a única participante da licitação, o que fez a oposição denunciar superfaturamento.

A estrada, orçada em US$ 415 milhões, tinha financiamento de US$ 332 milhões do BNDES e ligaria os Departamentos (Estados) de Beni e Cochabamba. A maior polêmica da obra envolve o seu trecho 2, central, que atravessa o Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (Tipnis), uma reserva.

Morales autorizou a obra sem consultar os indígenas, que têm direito constitucional sobre o parque. Descontentes, eles promoveram no ano passado uma marcha a La Paz. Com amplo apoio popular, praticamente forçaram o presidente a assinar uma lei que impede qualquer rodovia no Tipnis.

A decisão desagradou cocaleiros e colonos agrícolas de Cochabamba, berço político de Morales, que no início deste ano usou sua ampla base no Congresso para aprovar uma lei de consulta sobre a execução ou não do trecho 2. Os indígenas marcaram nova marcha de protesto para o final deste mês.

Sob intensa pressão, o presidente endureceu nas últimas semanas o discurso contra a OAS. A empresa pede US$ 197 milhões pelas obras efetuadas, enquanto o governo oferece US$ 120 milhões. Para fontes próximas ao tema, a anulação do contrato era questão de tempo.

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Tucum: a fibra forte do artesanato amazônidaA enorme biodiversidade da Amazônia guarda riquezas bastante conhecidas de comunidades tradicionais, mas ainda a serem descobertas pela sociedade urbana. Entre os materiais que listam nesse campo está o tucum. Da palmeira que pode atingir até 15 metros de altura é possível retirar uma espécie de linha bastante resistente, conhecida pelos amazônidas como “linha da lealdade”.

A associação da palha do tucum com o sentimento de companheirismo vem da crença que a fibra, por sua força, nunca quebra. Mas muito além da lenda, o material atrai a atenção de grupos de artesanato, que vêem nas linhas da palmeira uma matéria-prima capaz de gerar renda e levar desenvolvimento totalmente sustentável a áreas onde há carências econômicas.


O tucum é encontrado em várias partes da região, além de florestas também no Peru, Equador, Colômbia e Venezuela. Na Amazônia, o trabalho com a linha fica a cargo da destreza das mãos femininas das comunidades. São elas as artesãs responsável pelo beneficiamento da material, extraído do tronco da palmeira, enrolando a palha entre as pernas para formar um rolo dos fios.

A tradição de tecer com tucum começou com os indígenas, mas logo a primeira geração de seringueiros aprendeu a técnica, que é transmitida, desde então, aos mais novos.


Em 2006, um projeto do Programa Petrobras Cultural, na área de Preservação e Memória, buscou recuperar a prática no Amazonas. O motivo é que descobriu-se que o artesanato local começou a depender da utilização de linhas de nylon e estruturas de metal trazidas da região Sudeste, em um processo demorado e dispendioso, fora da proposta sustentável do artesanato amazônico.

Atualmente, o mercado de artesanato amazônico conta com vários produtos de tecelagem de tucum. Peças como bolsas e sacolas, feitas de tear, que é a fibra esticada, e que pode ser tingida. Além disso, o material também está presentem em cordas, telas de pesca e é encontrado até como celulose na fabricação de papel. Além da fibra, quase tudo do tucum se aproveita: o óleo, os frutos, as folhas, a polpa. Com suas sementes, por exemplo, são produzidos anéis.

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