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Ser professor hoje é uma tarefa difícil, mas prazerosa, pois ele precisa se dedicar e muito aos estudos, a pesquisa,ao seu desenvolvimento profissional e aos alunos. É uma profissão que temos desafios todos os dias, como ensinar o aluno a pensar, a pesquisar, etc.

Poucas profissões, em todo o mundo, gozam de tanto prestígio junto à sociedade quanto os professores. Transmitir conhecimento, a crianças ou adultos, é tido como uma bela vocação pela maioria das pessoas.Como toda a sociedade, porém, o trabalho realizado pelos docentes sofreu profundas alterações nos últimos anos.As bases para as transformações estão na própria evolução vivida no mundo. E não apenas tecnológica, mas também de comportamento, pedagógica, na administração do ensino, no comportamento dos alunos e no reconhecimento pelo trabalho.

Ser professor tem sido mais uma vivencia. A violência nas escolas ultrapassou todos os limites. Os alunos em geral tem uma grande noção sobre os seus direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, dando-lhes a liberdade no ambiente escolar. No final a violência sobra para todos os membros da comunidade escolar. As pessoas não entendem que junto com o direito vem o dever da obrigação e do respeito humano.Porém nem os pais dos alunos e muito menos os alunos entendem essa dinâmica social.

A lousa, o caderno, a caneta, tão comuns à sala de aula, não é de hoje que convivem com o porte de armas, a atuação de gangues e do tráfico de drogas, o furto e a agressão física e verbal.

A violência que ronda as escolas atinge todas as classes sociais. O motivo, segundo os especialistas, é a falta de estrutura familiar e a carência financeira e muitas vezes afetiva que levam a uma degradação dos valores morais e éticos que norteiam a sociedade.

Embora o próprio governo tenha tomado iniciativas para melhorar o nível dos professores, os grandes agentes de transformação têm sido os próprios. A rotina vivida dentro da sala de aula tem levado os docentes a repensar métodos pedagógicos, instrumentos de ensino, uso de tecnologias e o relacionamento com os alunos.

Apesar de todos esses aspectos negativos que envolvem a classe docente, ser professor é muito mais que um dom. Ser professor hoje é viver intensamente o seu tempo com consciência e sensibilidade. Não se pode imaginar um futuro para a humanidade sem educadores. Os educadores, numa visão emancipadora não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crítica, mas também formam pessoas.

Este artigo é de inteira responsabilidade de seu autor e não reflete necessariamente a opnião deste Portal.

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agostinhoA história bíblica, no Novo Testamento, conta o fato de um grande milagre, quando o Filho de Deus fez o cego Bastimeu voltar a enxergar, este é um prodígio, dentre os muitos que Jesus Cristo realizou durante os 33 anos que esteve na face terrestre, quando o verbo se fez carne e habitou entre nós. Boca do Acre, na era contemporânea, em que o mundo está cada vez mais incrédulo na divindade, comprovou um milagre no mesmo sentido, pois uma personalidade importante do nosso meio social obteve uma graça que poucos alcançaram, que é ser curado da vista.

Para preservar a imagem desse “grande” homem, vamos nominá-lo de ‘Patinho Feio’. Há muito tempo nosso personagem ocupava um cargo público de alta relevância, uma vez que, tem em seu currículo, uma carreira política invejável, porém, o ‘Animal Ave’ teve há pouco tempo em sua vida, um acontecimento que o beneficiou salutarmente. ‘Patinho Feio’ estava acometido por uma doença séria, que os médicos não tinham a sagacidade de identificar e que atacava fundamentalmente o globo ocular, ofuscando totalmente a visibilidade do nosso querido homem público.

‘Patinho Feio’, esteve doente por 8 anos, entretanto, como se trata de um ser bravo, lutador, trabalhador, marceneiro, especialista no ramo de caixões, entre outros adjetivos, não desistiu de atuar e na era da predominância da safra da Lima, apesar da grande dificuldade de enxergar. Mas o destino não foi tão cruel com ‘Patinho Feio’, que milagrosamente, depois de ter visitado catedráticos na medicina, prostrou-se aos pés dos santos, orou e, coincidentemente, assim que a safra da lima acabou, o vereador teve a graça “divina” e voltou a ver o mundo tal e qual ele se apresenta.

“Patinho Feio” se tornou mais ativo ainda, um verdadeiro exemplo, que graças ao milagre alcançado, agora vê as falhas, anda de uma ponta a outra da cidade e verifica que as ruas estão esburacadas, reclama que a saúde deveria atender a todas as comunidades ribeirinhas, é bastante atuante no lugar de onde exerce sua função, ele já falou acintosamente em defesa do tabelamento do preço do pescado, entre outras ações que têm o foco a mostrar seu trabalho enquanto parlamentar.

Parabéns ‘Patinho Feio’ pela atuação, é valoroso ter alguém que hoje está bem de saúde e que goza de perfeita visão, pois o que seria de nós se vós permanecesse a ver tudo às escuras. Mas, lamentamos profundamente que em tempos outros, quando o ‘Patinho Feio’, também exercia o mesmo cargo, o grave problema de visão não permitiu que muitos erros, corrupção, abandono da população, tudo praticado pelo governante de outrora, não fora visto por vós. De uma coisa temos a certeza, que se seus olhos estivessem em perfeitas condições, como estão hoje, nossa população não teria sofrido perseguições implacáveis, os professores não teriam sido removidos de local ou mandados para longínquas comunidades, o ‘Patinho Feio’ também teria estado ao lado dos professores municipais quando os mesmos deflagraram uma greve que paralisou a educação, reivindicando melhorias salariais, teria batalhado para fechar os esgotos a céu aberto, construções iniciadas e não terminadas, obras superfaturadas, enfim, uma gama de atrocidades que somente agora o nosso amado ‘Patinho Feio’ só pode ver nesta ocasião.

Que bom que você recuperou a visão ‘Patinho Feio’, pois viver nas trevas deve ser uma experiência indesejada. Ainda bem que não ficastes desamparado, pois à época da quase interminável safra da lima, foi um período de muita lucratividade.

Querido ‘Patinho Feio’, sarcasmo à parte, criticar é um ato inerente a atuação polida de um parlamentar, mas, a contradição é uma das piores coisas que podem ser identificadas nas palavras e ações de certos.

Se repreendes hoje, por quais motivos não fazias antes? Talvez seja porque as conveniências políticas sejam mais fortes do que a vontade de defender o povo de Boca do Acre. Mas como vós, idolatrado ‘Patinho Feio’, a Câmara Municipal está abarrotada, como dizia o Sr. Júlio Tavares: “Mudos do passado e arautos (falantes) do presente”.

Este artigo é de total responsabilidade de seu idealizador e não reflete a opinião do Portal do Purus

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felixHino do município de Boca do Acre
Letra por Raimundo Alfaia de Barros

Instituído pela lei n° 15/79 – PMBA
I

Livre terra de verdes florestas
Do irmão seringueiro à cantar
Mesmo as tuas desditas são festas
Tens tua fé ao redor do altar
Teu Purus do rio mar é braço forte
Terras firmes, riquezas sem par
Sentinela do Brasil extremo norte
À gritar vem irmão ocupar

Boca do acre altaneira
Berço amado por nós, filhos teus
Honra e glória é a tua bandeira
Paraíso criado por Deus (BIS)

II

Tens a paz, o progresso e o amor,
A grandeza dos teus castanhais,
Gabriel como teu fundador,
E a pujança dos teus seringais,
Brilha, eterno, o sol da esperança,
Da certeza de um grande porvir,
Hino à vida à luz e à bonança,
Teu destino é crescer é fulgir

O poeta Raimundo Alfaia de Barros não escreveu apenas a letra do hino de Boca do Acre. Atribuem os antigos também a ele os seguintes versos, improviso de seu espírito brincalhão e desinteressado:

Boca do  Acre,  terra de  muita  mulher Até  o  tacacá   se  toma  de   colher     Na santa missa, o Padre faz o ofertório     e na cidade, o povo só fala em diretório ah, eu não agüento mais essa situação  Até o Prefeito se chama Valdirzão

Tinha razão o autor do  hino de Boca do Acre, quando declarou que na cidade de Boca do Acre só se fala em política. Talvez haja exagerado um pouco, mas não faltou com a verdade. Nosso povo gosta de fato da política e faz dela assunto corriqueiro. O que não é mal, pois é a política que decide a forma e o modelo de sociedade presentes nos programas e projetos dos partidos e nos discursos e práticas de suas lideranças e militância.

Como eu também sou povo e também gosto de política, aproveito o espaço gentilmente cedido pelo Portal do Purus, para falar de uma prática política delituosa e contrária ao interesse público e à decência. Quero falar daquele desvio da política a que Rui Barbosa se referiu como “politicalha”.

Disse o grande jurista e orador, diferençando essas duas práticas que  “a política é arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou o conjunto de funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada” (BARBOSA, Rui. Apud BENEMANN, J. Milton & CADORE, Luis Agostinho. Estudos dirigido de Português. São Paulo, Àtica, 1975).

Pois bem, a distribuição de motores de popa feitos pelo Governo do Estado, em Boca do Acre, foi um dos maiores atos de politicalha que já vi em meu meio século de vida. Foi nojento. Desmereceu o que o ex-governador Eduardo Braga projetou para esse programa. Foi pura exploração de interesses pessoais de políticos de moralidade estragada, como dizia  o grande tribuno.

A  política de distribuição desses bens públicos, fê-la o Idam e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente; a politicalha de distribuição desses mesmos bens, fê-la os representantes do Estado que intervieram no processo.  O Idam e a Semma foram à zona rural, levantaram os nomes dos ribeirinhos e pescadores que necessitavam desse benefício e encaminharam essa relação ao Estado. Em seguida, entraram em cena os “políticos de moralidade estragada” e jogaram no lixo o trabalho técnico realizado, fazendo uma nova lista, com base em telefonemas apressados para cabos eleitorais. Duas pessoas me relataram esse fato. Receberam o tal telefonema. Cada casa recebeu três motores. Detalhe um: essas pessoas residem na cidade e não exercem atividade rural. Detalhe dois: se precisar, estão disposta a depor. Meus contatos na Praia do Gado, relataram-me caso de algumas famílias que receberam mais de cinco motores. A maioria, por não precisar deles, vendeu-os logo em seguia a preços módicos. Uma farra com o dinheiro público! Informado a respeito, o Governador Omar Aziz prometeu averiguar e punir os responsáveis. Estamos esperando. Ele, como nós, sabe de quem se trata. São seus assessores. Vivem alguns de sinecuras resultantes de acordos políticos. Ainda vão estragar a campanha para reeleição do governador.  Pelo menos por aqui. Pelo menos com os ribeirinhos que deram seus nomes e não receberam os tais motores. E pelo menos comigo e com grande parte dos meus companheiros, que não ocupam o mesmo espaço dessa “malária dos povos” .

Sobre Boca do Acre, diz seu hino que “teu destino é crescer e fulgir”, isto é, ter fulgor, resplandecer, sobressair. Desse jeito não há como Boca do Acre “fulgir” em seu destino,  como preconizou o poeta em seu hino, mas apenas “fugir” de seu destino, como entendeu erroneamente um político local, que pretendia mudar a letra do hino de Boca do Acre, porque achava um absurdo os versos que diziam que nosso destino é “fugir”. Mas isso é assunto de um outro artigo.

Este artigo é de responsabilidade de seu idealizador e não reflete necessariamente a opinião do Portal do Purus

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