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Colunas

EBENÉZIO FERREIRA - COM QUAL OLHAR ESTAMOS OLHANDO ?

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O sentido visão é conceituado pela 4ª Edição Revista e Ampliada do Minidicionário Aurélio, como sendo: 1-Ato ou efeito de ver. 2- O sentido da vista, aspecto.

Desta feita, o olho é o órgão do nosso corpo responsável pelo o olhar, pelo ver, ou seja, pelo enxergar, correto?

Apresento aqui as minhas dúvidas quanto aos conceitos acima expostos e digo que o olhar vem do coração,e não da visão.

Vamos avaliar com qual olhar estamos olhando o meio ambiente:

- Quando olhamos para nossos filhos, será que temos o mesmo olhar que olhamos os filhos alheios? Certamente, quando olhamos para nossos filhos não vemos seus defeitos, mas quando olhamos os filhos de outrem vemos mais os defeitos, com certeza nosso olho não embaçou ou não entrou nenhum mosquito no momento, é porque quando olhamos para nossos filhos olhamos com o coração cheio de amor, de carinho, mas ao olharmos para os filhos dos outros olhamos com desconfiança;

-Quando olhamos para a política local, como olhamos? Olhamos com uma visão crítica, embasada, capaz de elencar as virtudes e os defeitos de cada candidato para votarmos com consciência? Ou estamos olhando com um coração cheio de cobiça, de inveja, ira, vingança ou coisas semelhantes a estas?

Eu lhe pergunto com qual olhar está olhando a sua vida? Cuidado porque o olho olha aquilo que o coração está cheio, não olha apenas o físico como se apresenta ou a imagem concreta, mas olha com as intenções do coração.

SIMONE MAGNA – O VALOR HUMANO ESTÁ NO “SER” OU NO “TER”?

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Há algum tempo presenciei uma situação, no instante em que aguardava ser atendida numa empresa, uma senhora simples, tanto nos trajes como na escolaridade, foi atendida friamente por uma funcionária que ignorou completamente sua presença, sem dar muita atenção e pouco amável. Assim, concluído o atendimento, a funcionária despachou-a. Logo que essa senhora foi embora, aproximou-se uma outra, desta vez, distinta, com roupas de grife, ostentando suas jóias e muito culta. A atendente se posicionou atenciosamente, oferecendo água, café e os outros serviços da empresa, com uma atenção surpreendente. Quando acabou o atendimento, acompanhou a cliente até a saída... Acredito que você já presenciou, ou até mesmo vivenciou um fato parecido.

Infelizmente, a sociedade infiltrou valores materiais e econômicos como identificador de caráter, onde o ser humano vale o que tem, e não o que é. Há pessoas simples, mas de muita sabedoria. Contudo, há outras “podres de ricas” (mais podre do que rica, já dizia o saudoso Pe. Léo) que são respeitadas por causa do sobrenome, da conta bancária, dos bens ou de uma posição social.

Se uma pessoa é feia, mal vestida, suja, deficiente, desdentada, trabalhador braçal, empregada doméstica, índio ou negro, são tratados com desdém e até zombarias pelos “filhinhos de papai”, ou por àqueles que acham ser muita coisa dentro da sociedade, isso quando não é queimado por jovens, como foi o caso do índio em Brasília, ou da empregada doméstica surrada por lutadores, no Rio de janeiro. Pessoas sendo violentadas por serem humildes e simples. O ser humano tem que ser valorizado pelo “ser” e não pelo “ter”. E o interior dessa pessoa? Pelo simples fato de ser humano, a pessoa tem que ser valorizada. As pessoas não podem ser tratadas como animais irracionais, elas têm limitações, sim, mas quem não às têm? O verdadeiro valor do ser humano está no seu interior e não no exterior.

Ao comprarmos tomate, muitas vezes escolhemos o mais brilhante, vistoso, firme, bonito e bem vermelho. Contudo, quando o cortamos, nos surpreendemos por está aguado, com as sementes verdes e alguns com mau cheiro. Esses tomates cresceram rapidamente por causa da ajuda de fertilizantes e agrotóxicos que causam males, inclusive o câncer. Já o tomate orgânico, não tem todas essas características, alguns são até deformados, pequenos, mas são firmes, e por terem crescidos naturalmente será difícil termos surpresas. Assim também são as pessoas, há aquelas bem arrumadas, encorpadas, mas ocas, aguadas, verdes em seu interior e que causam mal às outras pessoas e até mesmo a sociedade. No entanto, há àquelas que são simples, porém, o seu interior é rico de amor, caridade, honestidade, bondade e muitas outras qualidades.

Quero trazer um exemplo de ser humano, um espelho para o nosso dia-a-dia, um exemplo a ser seguido. Madre Teresa de Calcutá, mulher pequena, pouca estrutura física, desprovida de beleza exterior, frágil fisicamente, mas se tornou um exemplo para o mundo por causa de sua caridade e, principalmente, por causa do amor ao próximo, sem distinção de raça, cor ou condição social. Mulher que com toda sua fragilidade, e por amor ao ser humano, encontrou forças, para cuidar de muitos pobres, doentes, abandonados em lugares inóspitos. E uma das frases que muito me emociona sobre essa mulher, é quando um homem muito rico diz a Madre Teresa, ao observá-la cuidando de doentes nas ruas da África: “- Por dinheiro nenhum eu faria isso”. E ela responde: “- Nem eu”. Pois ela fazia aquilo por amor. Pelo valor que via no outro, ou melhor, pelo valor do ser humano. Simplesmente por amar ao próximo. Em outra ocasião, Madre Teresa, saiu às ruas para pedir ajuda para os pobres e ao estender as mãos a um homem muito rico, ele cuspiu em sua mão, neste momento, ela lhe disse, colocando as mãos sobre seu coração: “Isso é para mim”, e estendendo a outra mão disse-lhe: “ Essa é para os meus pobres.” Humildade. Por isso ela conquistou o respeito de muitos governantes. O valor que Madre Teresa conquistou foi por ter dado valor ao próximo. Por ter amado e respeitado o abandonado, o aleijado, o leproso e, assim, essa simples mulher conquistou o mundo e o Prêmio Nobel da Paz.

Por que maltratar o subordinado, o empregado, o varredor de ruas, o desempregado, o analfabeto, o negro, o índio, o pescador... Para mostrar que tem poder, que tem valor? Aprenda com Madre Teresa, dê valor para obter valor. Não é moralismo, mas consciência cristã. “É dando que se recebe” (São Francisco de Assis).

Ser pequeno para ser grande, pois é na humildade e simplicidade que conquistamos respeito e valor. Não retribua o desrespeito e a desvalorização recebidos. Se você foi humilhado ou desrespeitado por causa de sua aparência ou limitação, saiba que você tem valor, você tem qualidades que são especiais. São os dons distintos destinados a cada pessoa. Portanto, no seu íntimo, no seu mais profundo está o seu valor, mesmo que você já tenha errado muito ou até mesmo desvalorizado outras pessoas, por razões já citadas, assim mesmo, você tem valor e merece respeito. Quem respeita e valoriza a criação, o ser, está respeitando e valorizando o Criador.

Portanto, o valor do ser humano vai além das aparências e da conta bancária.

AGOSTINHO ALVES – Infância perdida

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Viver intensamente a infância é uma das dádivas divinas que acontecem na vida de um ser humano. Brincar, correr, divertir-se, gritar, carrinhos para os homens, bonecas para as mulheres, criatividade para inventar o mundo adulto sem malícia, ou seja, verdadeiramente vivenciar uma fase em que não se tem responsabilidade e, nem precisa ter, já que o extravasamento é permitido em função de uma vida saudável.

O mundo evoluiu, a sociedade em alguns aspectos também. Entretanto, alguns pagam o ônus desse progresso, principalmente aqueles que fazem parte da classe menos abastada financeiramente, que suportam sobreviver através da “mais valia”, outros, em função do subemprego e, que, nem todos os dias têm o prazer de sentar-se à mesa e oferecer uma ceia digna para os dependentes. Qual o resultado desse caos social, em virtude do modelo econômico que foi adotado pelo mundo?

As conseqüências são infindáveis, entretanto, o perecimento ou a inexistência da infância é uma das piores. Boca do Acre vive isso “na pele”, é doloroso, mas existe, é inaceitável, mas, está às vistas de todo mundo e ninguém se mexe para tentar curar esse mal. São exemplos que fogem à capacidade do ser humano de crer em fatos inimagináveis, que acreditamos somente ver nas favelas do Rio de Janeiro, ou de qualquer outra grande metrópole brasileira.

Pasmem, senhoras e senhores, há uma significativa população infantil bocacrense que nunca soube o que é a infância. Jamais desfrutou do prazer de alegrar-se e viver os melhores momentos de suas vidas, mas, o mais incrível é que elas ainda são infantes, entretanto, interiormente elas já estão totalmente transformadas, deformadas, psicologicamente elas acreditam ser “gente grande”, consumindo drogas, prostituindo-se por míseros reais para sustentar o vício que já está radicado em suas entranhas.

Hoje, elas não repousam mais o sono dos anjos. Suas aparências são cansadas, desgastadas, exauridas por noites sem pregar as pestanas, tudo por conta da busca insaciável da droga que já lhe tomou o SER, a transformou em mulher antes do tempo, que a fez garota de programa, sustentando a tara de inescrupulosos só para poder obter o objeto da “felicidade”, um baseado que terá efeito imediato e a fará sorrir, acreditando que o pesadelo de suas vidas é um sonho, que se pode sonhar acordado.

Socorro! Sei que elas gritam, que elas suplicam em seu interior. Será que alguém já fez alguma coisa além de dizer “menina vai dormir”? Será que algum ente público, que tem o poder de tomar as decisões já se preocupou em tentar dar vida a essas crianças que perderam sua inocência e, passaram a viver momentos inadequados para suas idades biológica e mental.

ACHO que não. Pois elas não exalam um odor agradável, andam mal vestidas, chamam palavrões e é uma vergonha estar ao seu lado. Não são leprosos na Idade Média, todavia em pleno apogeu de uma sociedade que se auto proclama perfeita, essas pessoas são descartadas, marginalizadas, são inconvenientes, não é aconselhável aos cofres públicos investir no social, pois não são obras com arquiteturas vistosas que podem ser admiradas e, consequentemente dar sustentabilidade no próximo pleito e garantir mais quatro anos.

Enquanto se pensa e se aceita isso, o tempo vai passando, seus dias de vida vão sendo subtraídos e as pessoas que as vêem à beira da calçada, mendigando sexo em permuta de entorpecente, criticam-nas com todas as forças, afirmando serem elas as grandes culpadas de tudo. Elas perderam seus momentos mágicos da vida e ainda são a escória de uma sociedade eminentemente hipócrita.

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