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Eu admiro muito quem tem facilidade de memorizar datas. Eu não tenho esse dom! Eu consigo fazer isso apenas com acontecimentos de grande relevância como datas de aniversários das pessoas mais próximas de mim e de fatos marcantes como a perda precoce de meus dois irmãos, a morte do presidente Tancredo Neves e de Ayrton Senna da Silva, um dos melhores pilotos que a Formula 1 já conheceu, em fim não sou mesmo bom de data.

Mas, tem uma coisa que me é indelével! Nem mesmo a frieza do tempo é capaz de suprimir: quando e como eu descobri o encanto pela leitura e pela escrita. Eu fui aprender a ler apenas na 3ª série do ensino fundamental, porque fui penalizado pelo então Sistema Educacional de nosso país. As minhas professoras das séries iniciais não tinham qualificação para o magistério, por isso fui alfabetizado tardiamente pela professora Nazaré Leite, a qual eu tenho muita honra de citá-la. A partir daí emergiu do seio de minha alma a vontade incessante de ler todas as palavras que eu ia vendo pela frente, fosse num papel de bombom, fossem nas placas de lojas ou em camisetas, eu ia devorando todas as palavras. Lembro-me bem da primeira vez que li a palavra táxi; a fonética da letra “x” saiu pela culatra.

Portanto, cada vocábulo que eu absorvia meu vocabulário ia tomando corpo, consequentemente. Certo dia a referida professora me pediu para eu fazer uma produção textual, cujo tema era livre. Não exitei, mesmo tímido como num primeiro encontro amoroso, iniciei a saga de um caçador e seu cão amigo. A idéia estava ali fixa, porém, a pontuação era uma agravante que me preocupava. O roteiro, o ambiente, os personagens, tudo muito certinho figurava minha primeira narrativa, a qual eu dei o título de “O caçador e a onça pintada”, essa foi a minha primeira narrativa de muitas outras.

Faço esta exposição para afirmar que a leitura é um mecanismo para desbravarmos novos horizontes e uma ferramenta para lapidarmos nosso censo crítico, além de ser uma terapia para a alma. Eu aprendi na faculdade de Letras que “o homem é aquilo que ler”. Portanto, por mais inteligente que seja um indivíduo ele precisa de embasamento teórico, coisa que só se adquire através da leitura. Quem ler é menos susceptível à manipulação e à alienação.

No entanto, fico triste quando me deparo com aluno de Ensino Médio que não consegue escrever um parágrafo e nem decodificar um texto. Pois, quem não ler jamais conseguirá escrever, porque escrevemos o que lemos; quem não ler não tem argumentação para dissecar um tema, pois o vocabulário é miserável, a ortografia é péssima e a pontuação nem existe. Todavia, nós enquanto educadores temos a obrigação de motivar nossos alunos a ler.

Ler o que?

Eu li um artigo na revista Escola que dizia que a leitura recomendada, às vezes, pode ser um reverso para os iniciantes da leitura, no entanto, não importa o tipo de literatura, o que importa mesmo é ler o que gosta, seja um gibi, seja um livro de auto-ajuda, seja um jornal ou uma revista. Com o tempo o professor poderá induzir o aluno à literatura clássica, porque é nessa vertente que desfrutamos de Castro Alves, Graciliano Ramos, Machado de Assis, Raquel de Queiroz, Carlos Drumont de Andrade, Fernando Pessoa e muitos outros imortais da língua portuguesa. Não podemos abrir mão da nossa literatura regional. Pois, temos ótimos escritores como Marcio Souza, nome maior da literatura de nossa região.

Nós precisamos ler mais! A média de leitura dos brasileiros é de 2,5 livros por ano enquanto a média dos uruguaios é de 16 livros. Isso é uma questão cultural, porém, havendo uma campanha por parte das instituições educacionais esse perfil poderá ser alterado.

O tempo que gastamos numa parada de ônibus deveríamos estar lendo. Gastamos precioso tempo de nossa vida em frente da televisão e na internete do invés de estarmos lendo um bom romance. Nos países desenvolvidos as pessoas vão para as praças e parques e aproveitam o ambiente para desfrutar de uma boa leitura. Aqui no nosso país se fizermos isso estamos correndo sério risco de sermos rotulados de doido, assim como faziam com o meu saudoso amigo Prof. Antonio Bernardo, o qual foi um exemplo para seus alunos como um leitor nato.

Por fim, gostaria de convidar todas as crianças, jovens e todas as pessoas a fazer parte do fantástico mundo da leitura, onde se divertindo podemos construir a asa da liberdade e aprendemos ver o mundo de uma ótica mais aguçada e privilegiada, além de nos tornamos mais críticos e mais cidadãos e, consequentemente menos vulneráveis de sermos enganados pela classe política de nosso país, que às vezes chega a nos provocar repulsa. Leia e se liberte!


Prof. Ronilson Vieira Camurça.

Este artigo é de total responsabilidade de seu idealizador e não corresponde necessariamente a opinião deste PORTAL

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Pai é uma palavra tão pequena, mas com um grande significado! Ele tem uma grande importância na vida dos filhos.

Anualmente, o mês de agosto entra para a lista das programações que festejam aqueles que exercem sua paternidade de forma responsável e digna. Entre tantos pais, de todas as idades, há variados estilos e tipos. Homens, preparados ou não para a grande tarefa de educar, sustentar e amar seus filhos.

Na verdade, uma parcela significativa dos pais está despreparada para orientar os filhos. Há pais que não conversam com os filhos; há pais que fazem todas as vontades dos filhos; há pais que pagam tudo para os filhos; como também há filhos que exploram os pais; há filhos que não dão liberdade de vida aos pais. E ainda há muitos filhos sem pais, soltos no mundo, sem destino, sem afeto, amor, carinho, uma palavra amiga, uma orientação, um apoio, beijo um abraço. Há filhos que não sabem abraçar por que nunca receberam um abraço. Nós que lidamos com família, sentimos que eles precisam tanto do apoio emocional, profissional e espiritual.

Quem é pai de verdade sabe da importância de seu papel na vida de um ser que está em formação. Mas, não existe apenas um tipo de pai, mas vários. Nem sempre, são exemplares. Muitos são carentes de apoio e instrução. Outros são razão para alegria dentro de casa. Por isso, falo diretamente àqueles (filhos) mais comuns e que precisam apenas de uma palavra especial dos pais.

TIPOS DE PAIS

Pai omisso:


O pai é uma figura muito importante na família e diante dos filhos. Eles precisam ouvir sua voz, suas opiniões, seu posicionamento nas diferentes situações. Ele é o referencial para os filhos, principalmente, para os filhos homens. Se eles se omitirem, os filhos irão buscar esse referencial em qualquer outro lugar porque precisam disso.

Pai machão


Talvez esse tipo de pai tenha tido como referencial um pai machão. Mas se hoje ele conhece a Deus, pode mudar essa atitude para com seus filhos, mesmo que não tenha vivenciado uma experiência boa com seu pai. Os filhos precisam de um pai com o caráter de Jesus e isso é possível aprender estudando a Bíblia e orando.

Pai pedófilo


Esse tipo de pai precisa procurar ajuda de um profissional para se libertar dessa maldição.
Tem ainda os pais rancorosos e irados e outros tipos

Concluindo digo com certeza, a melhor herança que podemos deixar aos nossos filhos são as memórias do tempo precioso que passamos com eles.
Feliz dia dos Pais.

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Segundo o senhor Cosmo Antonio da Luz (popularmente conhecido por Colin), residente na Rua João Gabriel, 2582 – Centro, na cidade de Boca do Acre, conta que às 07:30 horas da manhã do dia 2 de abril de 1970 (uma segunda-feira), o navio SODEMAR se encontrava ancorado no Rio Acre, nas proximidades do Km 1 da BR 317 – atualmente no porto do bairro Fortaleza, para fazer a descarga de alguns materiais elétricos para a usina de luz.

O mesmo vinha de Manaus e já estava há uma semana no porto da cidade de Boca do Acre. Posteriormente seu destino de viagem seria para Rio Branco/AC, descarregar 35 mil latas de gasolina e 500 botijões de gás.

Quando os estivadores estavam no convés retirando a carga, apareceu uma faísca no pé do guincho (máquina usada para carga e descarga) e uma fumaça; era estranho, mas o trabalho continuou, na hora em que estava sendo retirado um transformador de 300 quilos, os trabalhadores que estavam em terra pediram para que o operador do guincho aumentasse a força. Ao invés do guincho erguer mais, o mesmo rodou ao contrário e dentro de aproximadamente dois minutos foram ouvidos o estouro e um clarão, surgindo assim um grande incêndio.

No momento da explosão o senhor Cosmo Antonio da Luz estava no lateral do navio (borda), frente ao guincho; com o impacto da explosão, foi lançado na água. Quando tentava emergir, era impedido pelas chamas que se alastravam sobre a água ao seu redor. Depois de muitos esforços físicos, psicológicos e acima de tudo, muita força divina, nadou a favor da correnteza até conseguir chegar a terra sem nenhuma fratura grave, somente com pequenas lesões na pele em razão dos destroços que foram lançados na hora da explosão, mas estava com total lucidez.

O desespero tomou conta do local. Pessoas de vários pontos da cidade vieram presenciar a tragédia, entre elas, vários alunos do Patronato Nossa Senhora de Nazaré, que no momento do estouro estavam em sala de aula.

Na explosão morreram 10 pessoas, foram eles: José Rafael Moreira – carpinteiro; José Alves de Melo – diarista; João Félix do Nascimento – estivador; Jaime Lácio da Silva – prático do navio; Benedito Ferreira – marinheiro; Francisco Antonio dos Anjos – agricultor; Teodorico Serrão de Castro – estivador; Salim Daniel de Lima – estivador; Napoleão Barbosa da Costa – auxiliar de tratorista e Francisco Nabor Mendes – motorista, conforme consta no livro de Registro de Óbitos do Cartório do município de Boca do Acre.

Dos que estavam no local da explosão, somente quatro sobreviveram, que foram Cosmo Antonio da Luz (Colim); Mário Costa (funcionário da CEAM); Francisco Furtado de Mendonça e outro cidadão conhecido por Mãe da Lua.
Passado quase quatro décadas, e o senhor Cosmo (Colin) ainda lembra detalhadamente todo o acontecido. Pessoas mutiladas estavam por todo o arredor da explosão. Era muito fácil encontrar braços, pernas, mãos e outros órgãos do corpo humano espalhados nas imediações da tragédia.

Segundo o senhor Daltro Fernandes, o mesmo juntou 72 quilos de carne e ossada humana, que foram decepadas dos corpos pelos estilhaços das chapas de ferro do navio lançadas com a explosão. Daltro acompanhou os sobreviventes até a cidade de Rio Branco, num avião da FAB – Força Aérea Brasileira. Nessa catástrofe, Jorge Kalume - que na época era o governador do Acre, foi solidário às vitimas enviando do seu Estado, pessoas da área da saúde para prestar socorro.

Foram encontrados os membros inferiores (pernas), que supostamente seria do senhor Jaime - Comandante do navio, pendurado nos galhos de uma árvore conhecida em nossa região por mulungú. Vários outros corpos ficaram sepultados no leito do rio Acre.

Os corpos encontrados das pessoas que moravam em Manaus, foram levados pelo avião da FAB aos seus familiares.

De todas as vítimas da explosão do navio SODEMAR, somente duas pessoas nunca receberam qualquer tipo de benefício (Pensão, indenização, dentre outros), foi o senhor Cosmo Antonio da Luz (Colin) e a família do seu cunhado – José Alves de Melo.

Vale lembrar que até a presente data (julho/2009), a carteira de Ministério do Trabalho (CTPS) do senhor Cosmo Antonio da Luz continua assinada pela empresa de eletrificação (CELETRAMAZOM).

Este artigo é de total responsabilidade de seu idealizador e não corresponde necessariamente a opinião deste PORTAL.

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