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A perseguição política é uma das formas mais covardes de se manipular e pressionar as pessoas. É um tipo de comportamento, de atitude, que certamente é atribuído às pessoas inseguras e fracas, comportamento esse que seria mais inteligente se fosse devotado o tempo e atenção para motivar e incentivar os cidadãos para que esses pudessem se sentir respeitados e valorizados.

Fico espantado ao ver que existem pessoas tão ingênuas, especialmente as públicas, que se acham imbatíveis, super poderosas. Será que não param para refletir que tudo é passageiro? Que tudo passa? Inclusive o poder que se julga sobre os outros? A morte é a única certeza que temos, sobretudo, que ela virá para todos. Então, por que tantos vivem atropelando os outros, desprestigiando, prejudicando, boicotando?
É uma pena vermos essas pessoas andando na contramão da vida. Perdem tempo com coisas pequenas, gostam de valorizar as picuinhas. E, o pior, é que vivem cercados de pessoas fingidas e interesseiras. Pessoas que muitas vezes ficam do lado somente enquanto dura o poder, se desligando e pulando para o outro lado logo que o poder começa a diminuir.  São os amigos do poder.

É impressionante como o dinheiro e o poder interferem no comportamento de certas pessoas, transformando-as em seres frios, sem sentimento e emoção. São seres humanos que se tornaram infelizes, carrancudos, mal humorados. Então como são infelizes, querem também fazer com que os outros também o sejam: começam a perseguir, usam de autoritarismo, ironizam. Contudo, calmamente sabemos que a tempestade vai passar, e felizmente somos resistentes para agüentar, pois, carregamos a esperança que um dia, vai passar, e que haverá respeito e parceria entre todos aqueles que caminham juntos, ainda que com ideais diferentes.

Perseguição política. A combinação dessas duas palavras é a expressão mais utilizada por pessoas que apoiaram um grupo político derrotado nas eleições. Com a posse do gestor da oposição começa a batalha entre o perseguidor e o perseguido, entre o bandido e o mocinho, onde sai perdendo quem mais precisa dos dois lados; O POVO.

Por: Décio Cury Gröhs

Este artigo é de total responsabilidade de seu idealizador, portanto não refletindo necessariamente a opinião deste Jornal.

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felixPor Dr. Felix


PARA ONDE VAI O PT?  Aliado histórico do PCdoB, nos principais momentos do cenário político nacional, principal ator dos movimentos populares, partido com fortes raízes nas organizações de trabalhadores, de onde nasceu e onde busca renovar seus projetos de sociedade, defensor do socialismo (pero no mucho), parece que o PT definitivamente segue caminho diverso do PCdoB, estando decididamente divididos na política estadual e municipal.

O PT vive uma crise de identidade no Estado. Não sabe quem é, nem para onde vai. Em sua última assembléia, realizada dia 25 de abril, em Manaus, decidiu acompanhar o Aliança pró-Alfredo. Decidiu? Bem,  nem tanto. Através do líder do governo na Assembléia, o  Deputado Sinézio, já anunciou que não largará o osso: continuará com a liderança do governo e com os cargos de confiança ocupados no Estado. É uma vela acesa a Deus, outra ao Diabo. Nenhuma palavra sobre a proximidade dos demotucanos, com a tropa de choque do “Belão” - que aprovou o projeto de  aposentadoria do Moisés Pantoja com o dinheiro dos aposentados da Amazonprev (PL nº 28/2010),   e do exército do Artur-galo-de-briga - que chamou o Lula pra porrada, num de seus arroubos de valentia congressual e televisiva.

O PcdoB vive o desacerto das decisões intempestivas: anunciou muito extemporaneamente apoio ao candidato oficial (o oh! Mala) e agora, com  as  pressões de Brasília e  a aproximação do negão e do Demo, do Artur e do PSDB,  anuncia que ainda não tem candidato a governo. Porém, como diz o Brabo, dirigente e militante comunista, quem conhece o PcdoB,  “deveria saber que não há a mínima possibilidade de macharmos numa chapa que tenha o DEM e o PSDB fazendo parte” (blog do Durango). É o ritmo da toada parintinense: dois pra lá; dois pra cá. É o Amazonino e o Artur indo pra ala do Omar, e o PCdoB e sua militância indo pra vanguarda do Alfredo. O PT, ao contrário, é dois pra lá e um pra cá: Partido, completamente partido, como na compreensão literal do vocábulo, fica um PT aqui, e outro lá. Um bom paraense não deixa outro na mão, né, Sinézio?

O PT aliás, depois que tomou gosto pelo Poder, não se conforma em deixar as sinecuras dos cargos públicos. Diz-se que em política só não tem boi voando. Mas como disse o Galvês, Imperador do Acre, “além do Equador, tido é possível”. Até o PT ser governo e ser contra o governo. Ocupar cargos de confiança de um candidato a governo e fazer campanha de outro candidato a governo.

É o inverso do que dizia o Padre Antônio Vieira, dos padres de Portugal e Brasil: “Padres, os de lá, tem mais paço; os de cá, mais passos” (se erro houver na citação, debito-o a minha memória semicentenária). Com o PT, é o contrário: os petistas de lá (do Amazonas pra frente) tem mais passos, atuam no movimento popular e em organizações de base; os de cá, preferem os paços (ou paaços, ou palácio) e seus salários gordos.

A regra vale pra Boca do Acre. Aqui,  PT saiu do governo, anunciou que é oposição ao governo municipal, mas continua no governo. Dou um doce pra quem disser quem é o Sinézio de Boca do Acre. É mesmo paradoxal: na Câmara, seus Vereadores largam a porrada na Adminstração; na Prefeitura, os servidores petistas fazem malabarismos para se  manterem nos cargos da Administração. Na inauguração do Diretório Municipal, ocorrida no sábado último, largaram o pau pra valer. Segundo se viu em matéria do  Portal do Purus, acusaram  o governo de perseguidor e outros quejandos. Mas não largam o governo perseguidor. Fazem questão de fazer parte dessa indigitada perseguição, mas dizem ao povo que não concordam com ela. Preferem os paços aos passos. Completamente ausentes das lutas, limitam-se a festas de 1º de Maio e a patranhas de teatro político. Domesticou-se, perdeu o rumo, envaideceu-se, cartorizou-se, burocratizou-se, vendeu sua alma às alianças de classe que lhe garantem as vagas nos parlamentos e os distanciam do palco das lutas, onde os trabalhadores perdem seus empregos,  suas casas, seu patrimônio, seus direitos e, muitas vezes, sua vida. É ainda o grande partido de massas do país, embora em avançado estágio de descaracterização. Não se pode compará-lo aos Demos da vida. Elegeu, com o apoio dos partidos de esquerda, um Presidente oriundo das lutas sociais e faz um governo que, embora possua pontos de contato com o neoliberalismo do PSDB e do DEM, no essencial o combate. Só o fato de não colocar a polícia contra os professores, como fez o Serra, e em não tratar o sindicalismo como caso de polícia, como fez o FHC,  já demonstra que não coloca o Estado a serviço da  “limpeza da área” que o capital tanto reclama. Isso para não comentar os programas sociais do Governo Lula, que demonstram sua disposição de reduzir as desigualdades regionais e sociais, criando oportunidades inéditas para os trabalhadores do Brasil, e se colocando a favor das minorias raciais como negros e índios, e sociais, como o grosso da população marginalizada do Brasil.

Essa ausência das lutas e esse discurso dual e contraditório, porém, parecem demonstrar que o PT , tanto no Amazonas em geral, como em Boca do Acre, em especial, prefere agarrar-se aos cargos públicos que ser partícipe e ator nos palcos das lutas sociais. Em breve teremos no Brasil um Partido Trabalhista Inglês, com uma bonita e antiga história de Partido dos Trabalhadores. Em Boca do Acre, esse metamorfose já começou.

Este artigo é de total responsabilidade de seu idealizador e não reflete necessariamente a opinião do Portal do Purus

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Agostinho Alves do ValeBoca do Acre: um belo hino e contradições latentes

“Boca do Acre altaneira, berço amado por nós filhos teus”. Altaneira sim, imponência econômica situada na majestosa floresta Amazônica, constituída por ricas fauna e flora em que o seringueiro e o caboclo do lugar se deleitam com as benesses naturais de onde abstraem seu sustento. “Berço amado por nós filhos teus”, será? Se é um berço tão amado, então porque esses filhos desmatam, queimam, poluem, enfim, porque o amor não é demonstrado além desta partitura de letra musical?

Os filhos que “amam” esse berço precisam preservar e conservar as riquezas e belezas do lugar. Pois, se assim não for feito, de forma alguma veremos “livre terra de verdes florestas”, mas seremos impactados pelo “irmão seringueiro” a lamentar, lamentar a escassez dos recursos, lamentar a vida que perdera e a chorar nostalgicamente “o paraíso criado por Deus” e destruído pelo homem.

O hino diz: “Sentinela do Brasil extremo norte, a gritar vem irmão ocupar”. Alguns vieram não como irmãos, mas ocuparam, mais do que isso, eles tomaram, eles tomam! Eles desmatam, eles desequilibram o meio natural e social e empunham armas de fogo para assegurar o desflorestamento. Enfim, eles foram convidados por tom eloqüente e amigável, mas sua cordialidade e respeito foram esquecidos em suas terras natais.

Não há mais a “pujança dos teus seringais”. Perderam força para a economia volátil da pecuária, que ludibria os cidadãos com a quantidade de bovinos, mascarando a futura desertificação fruto do empobrecimento irrevogável do solo. O sol que brilhará será eterno, não da “esperança”, nem da “bonança”, mas como efeito conseqüente do aquecimento global castigador, se nada for feito.

O hino diz: “da certeza de um grande porvir”. Que porvir? A seca, a falta de água potável, a ausência da marcante piracema anual, do aumento das doenças tropicais, do perecimento paulatino dos filhos que “amam” esse berço?

“Gabriel como teu fundador” não permitiria que tal destino fosse desenhado e muito menos concretizado. Pena que seu legado de valores não se estendeu às gerações seqüenciais, mas ainda há tempo, tempo de lutar pelo direito de cidadãos de ter um ambiente saudável e bom de se viver.

Doravante, se as atitudes forem de filhos que amam de fato este berço acolhedor, poderemos ainda cantar: “Boca do Acre altaneira, berço amado por nós filhos teus, honra e glória é a tua bandeira, paraíso criado por Deus”, e, além disso, preservado e conservado pelo homem.

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