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Morramad Araújo corre contra o tempo para disputar o maior evento de muay thai das Américas, no dia 9 de maio, em Buenos Aires


O lutador Morramad Araújo é o representante do Amazonas no Campeonato Sul-Americano de Muay Thai, no dia 9 de maio. Mas para disputar o evento em Buenos Aires (Argentina), o amazonense terá de superar um problema recorrente a diversos atletas locais: a falta de patrocínio. Aos 29 anos, Morramad corre atrás de recursos para assegurar sua primeira participação em um evento fora do Brasil.

Desiludido, Morramad afirma que o poder público amazonense privilegia apenas atletas famosos na destinação de recursos. “A gente até pensa [em pedir apoio], mas eles nem nos recebem. Eles mandam a gente esperar, depois falam pra voltar outro dia. Só ajudam quando o cara tá lá em cima. O José Aldo é um exemplo. Agora o Governo faz questão de pagar um dinheirão pra ele estampar a bandeira do Amazonas”, desabafou ao Portal Amazônia.

O treinador de Morramad, Ricardo Thai, estima que sejam necessários R$ 4 mil para que a participação de seu aluno no Sul-Americano seja confirmada. "Nós temos despesas com passagens aéreas, estadia, uniformes da seleção, alimentação, transporte, uma série de coisas. Infelizmente, ninguém está dando qualquer apoio. Ontem fomos a uma audiência pública na Aleam, mas não tivemos nenhuma resposta", lamentou.

A situação não é inédita. No ano passado, Morramad perdeu a disputa do Mundial de Muay Thai, na Malásia, justamente pela falta de recursos. "Estamos com um sério de risco de ficar fora do Sul-Americano. Já perdemos um Mundial, um Brasileiro e agora novamente podemos ficar fora de um grande evento. Não temos como tirar esse dinheiro do próprio bolso", disse Ricardo.

A última cartada de Morramad e Ricardo é a ajuda de alunos de suas respectivas academias. Rifas e vendas de equipamentos são algumas das ações promovidas para angariar fundos. "Nossos alunos ficaram de ajudar de alguma forma, mas cada um dentro de suas possibilidades. Eles estão buscando meios alternativos, mas não temos nada garantido", afirmou Ricardo.

Entretanto, a satisfação em disputar o maior evento de muay thai das Américas motiva Morramad a passar por cima das dificuldades. “Poucos amazonenses saem daqui e eu estou conseguindo. Por isso que eu vou passar por cima de muita coisa, inclusive a falta de dinheiro”, afirmou.

Na Argentina, Morramad está escalado para competir na categoria até 71 quilos. O amazonense pode integrar a delegação da Confederação Brasileira de Muay Thai (CBMT) com aproximadamente 140 atletas e dirigentes, a maior equipe do Brasil em uma competição internacional de muay thai na história.

Casca grossa

Dificuldades à parte, Morramad é 'veterano' no cenário das lutas no Amazonas. Especialista no boxe, o lutador está invicto há cinco anos nos ringues locais – suas únicas derrotas no boxe em toda a carreira foram em Sergipe e São Paulo. No muay thai, são nada menos que nove lutas e nove vitórias.

Morramad recentemente também ingressou no MMA. Após perder em sua estreia, o lutador derrotou Jean Sobral na luta principal do One Day Fight, em março, e faturou o cinturão do evento no bairro Grande Vitória, Zona Leste de Manaus.

A experiência em outras modalidades ajuda Morramad a aprimorar o muay thai. “No MMA a gente trabalha muito o físico. É um esporte com uma explosão maior, um cansaço maior. E como eu já sou experiente no boxe, pra mim facilita [o muay thai] porque as combinações são quase as mesmas. Minha especialidade é a trocação”, disse.

Ricardo também destaca a evolução de seu 'pupilo' no muay thai. "A nível de Amazonas ele [Morramad] tá muito bem. Mas a gente sabe que o nível dos atletas daqui ainda está muito longe dos argentinos e dos uruguaios, por exemplo. Nossos treinos nunca serão tão bons quanto os deles, pelo menos não nos próximos cinco anos", disse.

Em sua primeira experiência internacional, Morramad sonha alto: a missão é classificar para o Campeonato Mundial de Muay Thai, que acontece em agosto, na Tailândia. “É um sonho possível, já estou pensando nisso. Estou na minha área, eu gosto de trocar porrada na luta. E o muay thai é uma das áreas que eu mais troco porrada”, afirmou.

Ricardo também crê que o Sul-Americano é uma oportunidade para Morramad se valorizar ainda mais em nível nacional. "É a chance de mostrar pros nossos representantes do muay thai que o Amazonas pode fazer um bom papel. O Morramad tá treinando duro pra isso, chutando bem e trabalhando as defesas de chute, o que era uma dificuldade dele. Ele está se tornando um verdadeiro lutador de muay thai, além de boxeador", finalizou.

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