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Cabeçalho Editorial Palavra de Fé

Palavra de fé

Palavra de Fé

O que você vê?

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“Ainda veio a mim a Palavra do Senhor, dizendo: Que é que vês, Jeremias? E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira. E disse-me o Senhor: Viste bem; porque Eu velo sobre a minha Palavra para cumpri-la“. (Jr 1.11,12)

Onde estamos? Estamos vendo a história de um homem que havia acabado de ser designado para uma missão, missão essa que ele achava não estar à altura para cumprir. Deus então deixa claro o Seu propósito e o reveste de autoridade. É nesse cenário que chegamos a esses dois versos. Uma pergunta de Deus àquele homem. “O que você vê?”.

Acredito que Deus pode usar qualquer coisa para nos falar; Ele não precisa de muito. Tudo aquilo que nos cerca, obra de Suas mãos, pode ser usado para testemunhar acerca Dele, seja de forma geral ou especial. Naquele dia, diante daquele homem, Deus quis falar de uma maneira especial!

A amendoeira é uma das primeiras árvores a florescer após o inverno; na verdade, no fim dessa “difícil” estação, já podemos contemplar suas flores em tons claros de rosa. E foi exatamente uma amendoeira que nosso amigo viu diante dele. E o que a amendoeira tem a ver com a resposta de Deus frente à constatação de Jeremias? A reposta pode ser encontrada no hebraico: a palavra utilizada para amendoeira é ‘shaqed’ (aquele que acorda), enquanto que para o verbo velar é ‘shoqed’ (eu velo sobre). Nesse jogo de palavras na língua original, Deus está ensinando a Jeremias que um novo tempo estaria por vir, e que seria Ele mesmo aquele que cumpriria a promessa feita. A palavra foi para Jeremias, mas nos serve de alento e encorajamento. Ele continua trazendo a primavera após o inverno, Ele continua zelando por aquilo que ELE disse que faria.

Não precisou de muito para que Deus falasse de uma forma tão profunda ao profeta. Não precisamos de muito para que Deus fale conosco; precisamos é de ouvidos e olhos atentos. Deus está falando, estamos nós ouvindo? E aí, o que você vê?

:: Rafael Mota

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Oração: Oportunidade dada por Deus

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Oração é a oportunidade dada por Deus aos Seus filhos para se relacionarem com Ele. A oração deve ser uma prioridade em nossa vida. Através dessa disciplina podemos construir um relacionamento com o Pai.

A Bíblia instrui acerca da oração em Mateus 6.6 “Quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto, e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”.

Não é necessário que aconteça num lugar específico, mas deve ocupar um lugar específico em nosso coração. Dessa forma a oração se tornará um estilo de vida.

Conheço uma senhora que possui uma disciplinada admirável de oração, seus momentos com Deus acontecem às madrugadas, ela não possui despertador ou celular, mas ao deitar pede para Jesus acordá-la. Ela é sempre despertada no horário específico, são momentos únicos na presença de Deus, orando, louvando e intercedendo. Alguns anos atrás ela recebeu uma má e triste notícia, a morte de um neto num trágico acidente de moto. Foram momentos difíceis, acompanhamos sua luta, mas não vimos a sua fé ser abalada, estava firmada em Deus.

Orar é humano, operar milagre é com Deus. Essa frase foi citada por uma mãe que recentemente perdeu seu filho. Achei tremendo e entendi que deveria citá-la neste artigo.

Nós temos o fôlego de vida, nossa missão não acabou, devemos buscar ao Senhor de todo o nosso coração e ter um estilo de vida de oração.

Deus te abençoe!

:: Suely Marques de Rezende [Colaboradora do portal Lagoinha.com]

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Escute a voz de Deus, Ele falou e ainda está falando

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​A Carta aos Hebreus, com singular beleza e não menor profundidade, de forma decisiva e peremptória, declara a existência de Deus. Por mais que os ateus neguem Sua existência e os agnósticos acentuem a impossibilidade de conhecê-Lo, Deus existe. Deus não apenas existe, mas, também, Se revelou. O conhecimento de Deus não se dá por meio da investigação humana, mas pela auto-revelação divina. Só conhecemos a Deus porque Ele revelou-Se a nós. Deus fala e Sua voz é poderosa. Como Deus Se revelou?

​Em primeiro lugar, Deus Se revelou na obra da criação. O salmista Davi foi enfático em dizer: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de Suas mãos” (Sl 19.1). O universo vastíssimo e insondável, com mais de noventa e três bilhões de anos-luz de diâmetro é o palco onde Deus reflete a glória de Sua majestade. Vemos as digitais do Criador nos incontáveis mundos estelares, bem como na singularidade de uma gota de orvalho. Tanto o macrocosmo como o microcosmo falam da grandeza de Deus. Cada entardecer e cada novo amanhecer pintam diante dos nossos olhos uma paisagem nova, refletindo quão grande e quão sábio é o nosso Deus.

​Em segundo lugar, Deus Se revelou na consciência do homem. O filósofo alemão Emmanuel Kant disse: “Há duas coisas que me encantam: o céu estrelado acima de mim e a lei moral dentro de mim”. Deus colocou dentro do homem um sensor, chamado consciência (Rm 2.15). É uma espécie de alarme que toca sempre que o homem transgride um preceito moral. Essa consciência acusa-o e defende-o. Porém, em virtude do pecado, a consciência do homem pode tornar-se fraca e até cauterizada, sendo, portanto, insuficiente para revelar-lhe, claramente, a pessoa de Deus.

​Em terceiro lugar, Deus Se revelou progressivamente pelas Escrituras proféticas. Deus falou muitas vezes e de muitas maneiras aos pais pelos profetas. Usou muitos métodos e vários instrumentos para comunicar aos nossos antepassados Sua lei e Sua vontade. A antiga dispensação foi dada ao povo de Deus, pelo próprio Deus, por meio de Seus servos, os profetas. A antiga dispensação, porém, foi parcial, incompleta e fragmentada. Ela era preparatória e não final. A lei nos foi dada não em oposição à graça, mas para nos conduzir à graça. O Antigo Testamento não está em oposição ao Novo. Ao contrário, aponta para ele e tem nele sua consumação. Nas palavras de Aurélio Agostinho: “O Novo Testamento está latente no Antigo Testamento e o Antigo Testamento está patente no Novo Testamento”. No Antigo Testamento temos o Cristo da Promessa; no Novo Testamento temos o Cristo da História. Na plenitude dos tempos, Ele nasceu sob a lei, nasceu de mulher, para remir o Seu povo de seus pecados e trazer-lhe a plena revelação de Deus.​

Em quarto lugar, Deus Se revelou completamente em Seu Filho. O Filho é a última e completa revelação de Deus. Não há mais revelação por vir. No Filho, vemos o próprio Deus de forma plena. O Verbo divino Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do Unigênito do Pai. Ele é a exata expressão do ser de Deus. Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Ele é da mesma substância de Deus. Tem os mesmos atributos de Deus. Realiza as mesmas obras de Deus. Agora, nestes últimos dias, Deus nos falou pelo Filho. Portanto, Deus não tem mais nada a acrescentar em sua revelação. Assim, o Novo Testamento não é a apenas a sequência natural da revelação progressiva do Antigo Testamento, mas sua consumação plena. A lei não está em oposição à graça, mas tem sua consumação nela. Cristo é o fim da lei. Agora a Bíblia está completa. Tem uma capa ulterior. E isso nos basta: ela é inerrante, infalível e suficiente!

:: Hernandes Dias Lopes

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