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Assembleia Geral da Asprom Sindical, que iniciou movimento grevista, deliberou pela manutenção do estado de greve na rede pública de ensino


Os professores da rede pública estadual ligados ao Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) rejeitaram a contraproposta de 14,57% do Governo do Estado e decidiram manter a paralisaçãofia oficial que iniciou no último dia 22. A decisão foi oficializada agora há pouco em Assembléia Geral Extraordinária que acontece em frente à sede do Governo do Estado.

O pedido inicial dos professores é o reajuste salarial de 35%. Na semana passada, em reunião entre representantes da Secretaria de Estado Educação e Qualidade de Ensino (Seduc) e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), a administração estadual ofereceu aumento de 14,57%, sendo 4,57% pagos imediatamente e os 10% restantes escalonados ao longo do ano, até dezembro.

O Sinteam é quem possui a representatividade legal para negociar com o Governo as exigências da categoria. No entanto, quem iniciou as manifestações e o movimento grevista em Manaus foi a Asprom Sindical. O Sinteam também vai realizar uma assembleia hoje, às 15h30, na Praça do Congresso, e a tendência é pela rejeição da proposta apresentada pela Seduc.

"A assembleia entendeu que essa propostafo do Governo do Estado é insatisfatória e não valoriza os trabalhadores. Rejeitamos por unanimidade a proposta. Agora vamos ver os desdobramentos da assembleia e ver quais serão as próximas ações", informou Helma Sampaio, coordenadora geral da Asprom/Sindical. "Esse é o dia mais importante até agora da greve deflagada pela categoria com o apoio do Asprom/Sindical. Está na hora de dar um basta a essa história de o governador se colocar numa postura de total falta de respeito e intransigência para com a categoria. Basta! Basta! Basta!", reforça Helma Sampaio.

Cerca de mil professores, segundo numeros do coordenador financeiro da Asprom/Sindical, Lambert Melo, participam da assembleia.

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Pontes de terra sobre cursos d’água impedem a circulação dos peixes, provocando o desequilíbrio do ecossistema, revela estudo

igarapé
FOTO: DIVULGAÇÃO

Relação entre estradas e a degradação da Amazônia não é novidade para ninguém. Desde a construção da Transamazônica, na década de 1970, a destruição da floresta acompanha o caminho dos veículos. Um estudo já havia demonstrado que 95% da floresta derrubada está a 5,5 km das estradas ou a 1 km dos rios.

Mas há mais mistérios entre as rodovias e a Amazônia que julga nossa vã filosofia. Foi isso que descobriu a pesquisadora Cecília Gontijo, do Museu Paraense Emílio Goeldi. Quando, em 2010, deixou Belo Horizonte (MG) para fazer sua pesquisa de doutorado que pesquisava a condição dos habitats dos peixes da maior floresta tropical do mundo, pensou que passaria a maior parte do tempo em barcos.

Somente quando chegou na região descobriu estar completamente enganada. A Amazônia brasileira não é somente florestas. Pelo contrário, entre árvores e a maior biodiversidade do planeta, o bioma com 5,5 milhões de km² é repleto de vilarejos, fazendas e até mineradoras, tudo conectado com muitas estradas. Para cada quilômetro de estradas oficiais, são três clandestinas. Em ambos os casos, quase sempre sem asfalto.

“Eu foquei nos peixes dos igarapés e buscava saber os impactos da pecuária, agricultura”, contou Cecília em entrevista para a GALILEU. “Mas nos deparamos com esse impacto das estradas, que a gente não tinha pensado no princípio. É uma coisa muito pouco estudada quando pensamos em cursos d’água.”

Sua busca fazia sentido, já que estava próxima a uma das áreas mais devastadas da Amazônia, nos arredores das cidades de Paragominas e Santarém, no Pará. Para chegar nos 99 igarapés, como são chamados os pequenos córregos amazônicos, ela teve que percorrer longas distâncias de carro, passando por pastos, grandes monocultivos, pequenos vilarejos, além da floresta virgem ou em recuperação.

No caminho teve que cruzar por diversos rios e córregos, mas raramente encontravam uma ponte. No lugar, os estreitos caminhos para cruzar os cursos d’água eram feitos de terra, com um tubo de metal ligando os dois lados do córrego. A maioria, construídos de qualquer jeito, acabam impossibilitando a passagem dos peixes.

Descobrir como isso influencia os peixes da Amazônia foi o mistério ao qual Cecília se dedicou nos últimos oito anos. “Os igarapés tem uma importância muito ampla. Abriga uma grande diversidade de peixes, com espécies que só vivem neles.” Para se ter uma ideia, o grupo de pesquisadores de Cecília, que faz parte da Rede Amazônia Sustentável, contou em apenas um desses pequenos igarapés 44 tipos de peixes. É mais que em toda a Dinamarca.

Sua conclusão foi que essas estruturas sobre os rios agem como barreiras que impedem a movimentação dos peixes, limitando a busca por locais de alimentação reprodução e abrigo. Além de causar a erosão das margens, piora da qualidade da água e o acúmulo de sedimentos no leito.

Essas alterações acabam afetando as espécies que dependem de um habitat delicadamente balanceado. Isso pode acarretar em uma “homogeneização faunal”, com a morte das espécies aquáticas mais vulneráveis, deixando uma comunidade de peixes menos diversa.

Assim, o risco é que espécies que nem conhecemos desapareçam – além daquelas que já desapareceram. “Os igarapés são pouco conhecidos. Não tem espécies de interesse comercial e a maioria das espécie não tem nome popular. São pouco conhecidos, inclusive pela ciência”, revela a pesquisadora. “A gente coletou algumas espécies que não eram conhecidas e estão sendo descritas”.

Deu para determinar pelo menos uma espécie que sofre com as barreiras. É o peixe-cachorro (Esthrorhynchus falcatus). Carnívoro, ele vaga de um igarapé para o outro na caça por seu alimento. “Somado a tudo isso, tem o impacto cumulativo rio abaixo, já que os cursos d’água estão sempre conectados.”

Somente na cidade de Paragominas, uma pequena parte de um dos nove estados que compõe a Amazônia brasileira, são estimados 3 mil desse cruzamentos informais de rio. Quando observou o prejuízo à natureza dessas pontes porcamente construídas, Cecília foi buscar na legislação se havia alguma espécie de norma técnica que regesse esse tipo de obra. Não encontrou nada.

Um problema que poderia ser resolvido de forma simples, com uma mudança no desenho dessas pontes improvisadas. Mas nem mesmo as áreas protegidas, como a Floresta Nacional Tapajós, estão livre delas. Em outros países, como nos EUA, para não interromper a migração do salmão, bastou a instalação de pontes elevadas.

Para Cecília, além de regulamentar as pontes e garantir que isso seja cumprido, é preciso mantém um trabalho constante de pesquisa, a fim de descobrir impactos que, como esse, não estavam inicialmente no radar do estudo. “O que não pode é deixar a ciência de lado. É daí que vão surgir as informações que vão guiar as decisões que devem, ou deveriam, ser tomadas”.

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Serviços oferecidos são os mesmos que uma agência fixa do INSS. Veja quais serão as primeiras cidades atendidas pelos 'PREVBarcos'


O Amazonas recebeu neste sábado, 3 de março, duas agências flutuantes de atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mais conhecidas como PREVBarco. As duas embarcações, uma já navegando no rio Purus, devem fazer mais de 80 mil atendimentos por ano, nas mais de 6 mil comunidades no interior do Estado. A cerimônia de entrega aconteceu no Porto Organizado de Manaus, no Centro.

Os investimentos feitos pelo INSS ultrapassam os R$ 20 milhões. “Desde o ano de 2004 o Amazonas não tinha duas unidades fluviais percorrendo os rios. E em 2015, nenhum PREVBarco estava disponível para a população. É por este motivo que esta entrega é tão importante. Mais uma vez poderemos levar os serviços da previdência para os moradores das comunidades mais distantes do estado, que sofrem por não poder chegar as agencias disponíveis nos municípios ou na capital”, afirmou o executivo do INSS, Clizaares Santana.

O PREVBarco dispõe de equipamentos de última geração para navegabilidade e estrutura completa de atendimento, o que possibilita que os segurados recebam os mesmos serviços de uma agência fixa do INSS. São seis guichês de atendimento, ala para perícias médicas - com capacidade para até 800 perícias por mês, nos dois barcos - e sala para avaliações de benefícios assistenciais. Também cumpre os requisitos de acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

A estrutura do barco permite o acesso a locais isolados, ampliando o alcance de atendimento e evitando que ribeirinhos tenham de navegar por longas distâncias, em viagens que podem chegar a até 22 dias, com destino a uma cidade que tenha unidade do INSS. Além do PREVBarco II, outra unidade flutuante foi entregue aos amazonenses em dezembro. As duas embarcações navegarão por todos os municípios e comunidades ribeirinhas das calhas dos rios Juruá, Purus, Madeira, Amazonas, Solimões, Japurá e Negro.

PREVBarcos - Criado em 1997 com o nome de Posto Flutuante, o PREVBarco atende a população que vive às margens dos rios amazônicos, em municípios onde não há unidades do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nesses 21 anos de existência o projeto já atendeu mais de 600 mil ribeirinhos da região Amazônica.

O público de maior demanda é formado pelos chamados segurados especiais, que são trabalhadores rurais que produzem em regime de economia familiar, sem utilização de mão de obra assalariada. Estão incluídos nesta categoria cônjuges, companheiros e filhos maiores de 16 anos que trabalham com a família em atividade rural.

Também são considerados segurados especiais o pescador artesanal e o índio que exerce atividade rural e seus familiares. Além do público previdenciário, o INSS também atende a uma parcela da população abrangida pelo direito aos benefícios assistenciais previstos na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), que destina o pagamento de um salário mínimo a idosos com mais de 65 anos e a portadores de deficiência de baixa renda, promovendo a inclusão social.

Primeiros municípios atendidos pelo PREVBarco I

Comunidade Boca do Laço

Boca do Acre

Lábrea

Pauini

Canutama

Humaitá

Manicoré

Novo Aripuanã

Borba

Nova Olinda do Norte

Primeiros municípios atendidos pelo PREVBarco II

Atalaia do Norte

Benjamim Constant

Tabatinga

São Paulo de Olivença

Amaturá

Tonantins

Santo Antônio do Iça

Jutaí

Fonte Boa

Tefé

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