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Jonivalber Manoel da Silva, de 20 anos, é mais um estudante que se destacou, e bem, no Enem 2017. Com média 801,76, ele foi aprovado em 12 universidades federais brasileiras e escolheu cursar Medicina na UFT( Universidade Federal do Tocantins). Foi a terceira vez que Joni fez o Exame. Agora, ele realiza um antigo sonho. Quer virar médico para ajudar pessoas, diz.

“Desde pequeno sonhei em cursar Medicina, e quando eu me formar, irei tirar um tempo para ajudar àquelas pessoas que não têm acesso à saúde. Viajo em março, a data ainda não está definida, mas irei antes de começar as aulas”, informa.

Ele estudou a vida inteira em escola pública, mas desistiu dos estudos no 2º ano do Ensino Médio. Em 2015, o estudante fez a prova do Enem e concluiu os estudos. De lá para cá, resolveu se dedicar ainda mais a perseguir seus sonhos.

Joni nasceu em São Gabriel da Cachoeira, interior do Amazonas. Em Rio Branco, mora no bairro Estação Experimental. Divide um apartamento com duas amigas.

Seus pais, a dona Valdecy Basílio Manoel e seu João Menezes da Silva, que moram em São Gabriel, com outros quatro irmãos de Joni, ficaram emocionados ao saber que o filho foi aprovado na federal de Tocantins.

“Meus pais sentiram um alívio, não somente por eu ter conseguido a aprovação em Medicina, mas também em ver a felicidade de um filho que lutou tanto para conseguir alcançar um sonho, e, finalmente esse dia chegou. Os meu irmãos estavam mais ansiosos do que eu, no dia do resultado eles me ligaram toda hora querendo saber se eu havia conseguido, quando souberam todos se emocionaram. Os meus amigos choraram junto a mim, mais do que ninguém eles sabem a minha trajetória aqui em Rio Branco, pois não tenho parente aqui no Acre, eles são a minha segunda família, cada um deles esteve do meu lado nos momentos ruins e felizes, sou grato por tudo”, diz o estudante.

Joni tem um roteiro de vida bem parecido com o de jovens que moram no interior do Brasil, na região Amazônica, que precisam enfrentar o isolamento e inúmeras barreiras para terem acesso ao ensino.

O estudante é de ascendência indígena. Sua família materna é da tribo Baré, comunidade São Sebastião, no Alto Rio Negro.

Joni cursou Química na Universidade Federal do Acre. Participou do Pibid, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência. Por meio do programa, deu aula na Escola Estadual Raimundo Gomes de Oliveira, como professor do EJA – Educação de Jovens e Adultos.

Ao encerrar a entrevista ao ac24horas, o futuro médico aconselha: “Jovens, não desistam dos seus sonhos, tudo dará certo no tempo certo, não desanimem. Somos capazes de superar qualquer obstáculo com a nossa própria força, independente de qual seja o seu sonho vocês podem realizá-lo, façam de sua dificuldade a sua maior força”.

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Os desembargadores que compõem a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) dão mais um passo, nesta quarta-feira (24/1), sobre o destino político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No julgamento, realizado em Porto Alegre, os magistrados João Pedro Gebran, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus apreciam o recurso do petista contra a sentença do juiz Sérgio Moro.

Lula foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A acusação é pela ocultação da propriedade de uma cobertura triplex em Guarujá, no litoral paulista, recebida como propina da empreiteira OAS, em troca de favores na Petrobras. Caso o tribunal decida por manter a condenação, Lula pode ser impedido de disputar as eleições presidenciais de outubro.

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Papa se encontrou com indígenas peruanos, brasileiros e bolivianos em Puerto Maldonado em seu segundo dia no Peru.


O papa Francisco alertou nesta sexta-feira (19), em visita à floresta amazônica peruana, que os povos indígenas originários “nunca estiveram tão ameaçados quanto agora”.

Francisco se reuniu com cerca de 3.500 indígenas peruanos, brasileiros e bolivianos no ginásio do Centro Madre de Diós, em Puerto Maldonado, na Amazônia, no segundo dia de visita ao Peru.

Os representantes de povos indígenas citaram as “crueldades e injustiças” que sofrem e pediram que ele proteja a Amazônia. Hector Sueyo e Yésica Patiachi, do povo harakbut, se encarregaram de contar a dramática situação e foram aplaudidos pelo público ao final da história.

“Os nossos irmãos indígenas de várias regiões da Amazônia sofrem com as explorações dos nossos recursos naturais. Atualmente, muitas pessoas de fora invadem os nossos territórios: madeireiros, garimpeiros, companhias de petróleo”, começaram o relato.

Os dois contaram que a vida da população foi completamente alterada com a chegada de pessoas interessadas em explorar o solo. “Entram nos nossos territórios sem nos consultar e nós sofreremos muito e morreremos quando essa gente perfura a terra para tirar água preta metalizada, sofreremos quando envenenem e desperdiçam os nossos rios que se transformam em águas pretas da morte”, continuaram.

Os indígenas também pediram auxílio na educação das filhos, para que não sofram discriminação e mantenham a história e a sabedoria ancestral vivas.

Outro testemunho foi o de María Luzmila Bermeo, de 64 anos, da etnia awajún. Segundo ela, a Amazônia tinha “bons costumes e os pais formavam os filhos com bons valores, mas agora muitos jovens se perderam” e adquiriram vícios hábitos ruins que afetam toda a comunidade.

Ela denunciou ações abuso contra a natureza e fez um apelo: “Que as autoridades nos ajude a conservar as florestas, para manter o nosso ambiente limpo e para que possamos respirar o ar puro novamente, como quando eu era criança”
 
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