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A capital amazonense receberá a passagem do símbolo olímpico em vários pontos da cidade num percurso de 30 quilômetros. A chama passará por 25 cidades de todas as regiões do Brasil antes do acendimento da pira olímpica, no Rio de Janeiro


Restando 466 para o início da Rio 2016, a capital amazonense recebeu na manhã desta segunda-feira (27), a primeira reunião sobre o Revezamento da Tocha Olímpica, que ocorrerá em todo o País no próximo ano. O encontro ocorreu no Les Artistes Café Teatro, no Centro de Manaus, e contou com a presença de órgãos municipais e estaduais e de representante do Comitê Olímpico dos Jogos.

A chama passará por 250 cidades das cinco regiões brasileiras cem dias antes da competição. Manaus será a cidade anfitriã e terá cerca de 30 quilômetros de revezamento em diversos pontos da cidade. Além de um show artístico no fim do dia. A programação ainda não está definida e os detalhes serão discutidos nos próximos encontros.

O diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Bernardo Monteiro de Paula, destacou que este é o principal marco mundial antes da abertura dos jogos, no dia 5 de agosto de 2016 e Manaus será um dos pontos altos do Revezamento da Tocha.

"A capital do Amazonas será uma das seletas cidades onde a Tocha Olímpica pernoitará. Neste dia teremos uma grande festa na cidade que queremos realizar na Ponta Negra, mesmo local que receberá o Live Site durante as Olimpíadas", afirmou.

O revezamento é um dos principais símbolos do evento e, tradicionalmente, ocorre no mundo inteiro desde 1936. Para o Comitê Olímpico Internacional (COI), a tocha tem como objetivo suscitar o espírito esportivo na população e criar um sentimento de pertencimento às Olimpíadas.

Além da Manauscult, o encontro contou com a presença de representantes das secretarias municipais de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel); Educação (Semed); Comunicação (Semcom); Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans); Secretaria Executiva Adjunta de Grandes Eventos (Seasge) e Polícia Militar do Amazonas (PM/AM).

Trajeto

Segundo informações do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016, a tocha será carregada por pelo menos 10 mil condutores ao longo de cerca de 20 mil quilômetros. Além de voar em torno de 10 mil milhas pelo país até o dia 5 de agosto de 2016, quando acenderá a pira Olímpica na cerimônia de abertura, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

A jornada da tocha começará em maio de 2016, na Grécia, e será acesa em Olímpia, cidade-berço da Olimpíada. Depois, viajará uma semana por cidades gregas até chegar a Atenas. De Atenas, a tocha seguirá direto para o Brasil num avião. Todos os estados do País receberão a chama, além de cidades do interior que também serão incluídas no roteiro.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Morramad Araújo corre contra o tempo para disputar o maior evento de muay thai das Américas, no dia 9 de maio, em Buenos Aires


O lutador Morramad Araújo é o representante do Amazonas no Campeonato Sul-Americano de Muay Thai, no dia 9 de maio. Mas para disputar o evento em Buenos Aires (Argentina), o amazonense terá de superar um problema recorrente a diversos atletas locais: a falta de patrocínio. Aos 29 anos, Morramad corre atrás de recursos para assegurar sua primeira participação em um evento fora do Brasil.

Desiludido, Morramad afirma que o poder público amazonense privilegia apenas atletas famosos na destinação de recursos. “A gente até pensa [em pedir apoio], mas eles nem nos recebem. Eles mandam a gente esperar, depois falam pra voltar outro dia. Só ajudam quando o cara tá lá em cima. O José Aldo é um exemplo. Agora o Governo faz questão de pagar um dinheirão pra ele estampar a bandeira do Amazonas”, desabafou ao Portal Amazônia.

O treinador de Morramad, Ricardo Thai, estima que sejam necessários R$ 4 mil para que a participação de seu aluno no Sul-Americano seja confirmada. "Nós temos despesas com passagens aéreas, estadia, uniformes da seleção, alimentação, transporte, uma série de coisas. Infelizmente, ninguém está dando qualquer apoio. Ontem fomos a uma audiência pública na Aleam, mas não tivemos nenhuma resposta", lamentou.

A situação não é inédita. No ano passado, Morramad perdeu a disputa do Mundial de Muay Thai, na Malásia, justamente pela falta de recursos. "Estamos com um sério de risco de ficar fora do Sul-Americano. Já perdemos um Mundial, um Brasileiro e agora novamente podemos ficar fora de um grande evento. Não temos como tirar esse dinheiro do próprio bolso", disse Ricardo.

A última cartada de Morramad e Ricardo é a ajuda de alunos de suas respectivas academias. Rifas e vendas de equipamentos são algumas das ações promovidas para angariar fundos. "Nossos alunos ficaram de ajudar de alguma forma, mas cada um dentro de suas possibilidades. Eles estão buscando meios alternativos, mas não temos nada garantido", afirmou Ricardo.

Entretanto, a satisfação em disputar o maior evento de muay thai das Américas motiva Morramad a passar por cima das dificuldades. “Poucos amazonenses saem daqui e eu estou conseguindo. Por isso que eu vou passar por cima de muita coisa, inclusive a falta de dinheiro”, afirmou.

Na Argentina, Morramad está escalado para competir na categoria até 71 quilos. O amazonense pode integrar a delegação da Confederação Brasileira de Muay Thai (CBMT) com aproximadamente 140 atletas e dirigentes, a maior equipe do Brasil em uma competição internacional de muay thai na história.

Casca grossa

Dificuldades à parte, Morramad é 'veterano' no cenário das lutas no Amazonas. Especialista no boxe, o lutador está invicto há cinco anos nos ringues locais – suas únicas derrotas no boxe em toda a carreira foram em Sergipe e São Paulo. No muay thai, são nada menos que nove lutas e nove vitórias.

Morramad recentemente também ingressou no MMA. Após perder em sua estreia, o lutador derrotou Jean Sobral na luta principal do One Day Fight, em março, e faturou o cinturão do evento no bairro Grande Vitória, Zona Leste de Manaus.

A experiência em outras modalidades ajuda Morramad a aprimorar o muay thai. “No MMA a gente trabalha muito o físico. É um esporte com uma explosão maior, um cansaço maior. E como eu já sou experiente no boxe, pra mim facilita [o muay thai] porque as combinações são quase as mesmas. Minha especialidade é a trocação”, disse.

Ricardo também destaca a evolução de seu 'pupilo' no muay thai. "A nível de Amazonas ele [Morramad] tá muito bem. Mas a gente sabe que o nível dos atletas daqui ainda está muito longe dos argentinos e dos uruguaios, por exemplo. Nossos treinos nunca serão tão bons quanto os deles, pelo menos não nos próximos cinco anos", disse.

Em sua primeira experiência internacional, Morramad sonha alto: a missão é classificar para o Campeonato Mundial de Muay Thai, que acontece em agosto, na Tailândia. “É um sonho possível, já estou pensando nisso. Estou na minha área, eu gosto de trocar porrada na luta. E o muay thai é uma das áreas que eu mais troco porrada”, afirmou.

Ricardo também crê que o Sul-Americano é uma oportunidade para Morramad se valorizar ainda mais em nível nacional. "É a chance de mostrar pros nossos representantes do muay thai que o Amazonas pode fazer um bom papel. O Morramad tá treinando duro pra isso, chutando bem e trabalhando as defesas de chute, o que era uma dificuldade dele. Ele está se tornando um verdadeiro lutador de muay thai, além de boxeador", finalizou.

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